O juiz José Carlos de Paulo Coelho, do Fórum de campo Grande, decidiu na última quarta-feira (27), em audiência de custódia, que o motorista bêbado de 20 anos, acusado pelo homicídio culposo (sem intenção) de Alexander Augusto Corrêa da Silva, 25, em acidente ocorrido durante a madrugada daquele dia, terá de usar tornozeleira eletrônica para rastrear seus passos.
A decisão de Coelho se deve pelas medidas reestritivas a qual o acusado foi submetido: além de ter a carteira de habilitação recolhida e fiança atribuída em cerca de 20 salários minímos (cerca de R$ 19,1 mil), ele não poderá mais frequentar bares e casas noturnas, tem autorização de ficar na rua de segunda a sexta-feira das 6h às 23h, para trabalhar e ir à faculdade, além de horário ainda mais restrito de circulação nos finais de semana.
Não há a informação, até a publi8cação desta reportagem, de que o acusado já tenha arcado com o valor estimado da fiança.
O CASO
Silva morreu em acidente de trânsito ocorrido por volta da 1h20 da madrugada desta quarta-feira, em Campo Grande. A vítima estava em uma moto que foi atingida por veículo Hyundai i30 no Jardim dos Estados, região central. O motorista do automóvel foi autuado em flagrante por dirigir sob efeito de álcool e alegou que a vítima supostamente teria desrespeitado a sinalização.
Segundo boletim de ocorrência registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) do Centro da Capital, o acusado seguia com o i30 pela Rua Paraíba, quando no cruzamento com a Rua da Paz, houve a colisão fatal. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Alexander não resistiu soa ferimentos e morreu no local. Entrevistado pela polícia, Leonardo alegou que o semáforo estava verde para sua via.
Ele foi submetido ao teste do bafômetro que atestou para 0,62 miligramas por litro de ar alveolar, motivo pelo qual recebeu voz de prisão e foi encaminhado à delegacia, onde foi autuado por homicídio culposo na direção de veículo automotor, estando sob influência de álcool. A Polícia Civil esteve no local do acidente e, junto com a perícia, constatou que existem empresas com câmeras de segurança nas imediações, as quais podem fornecer imagens para auxiliar na elucidação dos fatos