Com inúmeras promessas de parcerias público-privadas (PPPs) para solucionar problemas nas áreas de iluminação pública, asfalto, habitação e outras pendências que a Prefeitura de Campo Grande não consegue resolver sozinha, o Comitê Gestor de Parcerias Público-Privadas criado pela administração municipal, em 23 de fevereiro deste ano, pouco fez para dar andamento aos projetos.
O grupo, vinculado à Secretaria Municipal de Governo e Relações Institucionais (Segov), é presidido pelo secretário titular da pasta, Antônio César Lacerda Alves. “Ainda estamos fazendo estruturações. Temos essas PPPs e sabemos que ainda é um tema que está começando no Brasil, por isso há ausência de conhecimento técnico a respeito”, justifica.
“Em um momento de poucos recursos federais, a alternativa é buscar dinheiro privado para colocar nas áreas necessárias. Nosso grupo já fez diversas reuniões. Neste momento, estamos estruturando a PPP do pavimento, é uma alternativa à busca de recursos aplicados na malha viária”, afirma, falando da necessidade de recursos para o recapeamento das ruas da cidade.
Enquanto o comitê não apresenta resultados, os possíveis investimentos acabam não acontecendo e ficam comprometidos antes mesmo de terem início. “A gente precisa pensar em medidas menos paliativas, mas curativas efetivamente. Temos no município 2,6 mil quilômetros de malha antiga e surrada. Por isso os tapa-buracos não resolvem”, disse o secretário.
*Leia mais na reportagem de Natália Yahn, na edição desta segunda-feira (2) do Correio do Estado