A Polícia Civil ouve testemunhas ligadas ao lavador de carros Ronei de Lima Valeijus, encontrado morto com sinais de tortura dentro de poço em sítio localizado no Bairro Bom Jardim, em Campo Grande, a cerca de 2,7 quilômetros da rodovia MS-040. Desde quinta-feira, quando o corpo da vítima foi achado e resgatado com apoio do Corpo de Bombeiros, cinco pessoas já prestaram depoimento.
O delegado Tiago Macedo dos Santos, da 4ª Delegacia de Polícia da Capital, responsável pelas investigações, disse que tem ouvido pessoas que estiveram com Ronei dias antes do desaparecimento, com objetivo de colher informações que possam contribuir com o esclarecimento dos fatos. "Estamos ouvindo testemunhas desde quinta-feira, e o trabalho deve continuar nesta semana, com familiares", disse.
Para não comprometer as investigações, o delegado preferiu não entrar em detalhes, mas informou que ainda não recebeu os laudos feitos no corpo da vítima. Conforme noticiado pelo Correio do Estado, Ronei foi assassinado com requintes de crueldade. Ele foi golpeado na base do crânio, sofrendo traumatismo grave. Também teve o olho arrancado, pênis e testículos dilacerados e um objeto introduzido no corpo.
ACHADO
Morador da região do Bom Jardim, de 52 anos, foi o responsável pelo achado do cadáver na quinta-feira passada. Ele contou que por volta das 9 horas fazia a limpeza da estrada de entrada da sua chácara quando sentiu um forte cheiro ruim e viu a presença de urubus. Por isso decidiu pular na propriedade alheia.
"Quando cheguei ao poço, ele estava tampado com tambores. Tirei eles, vi um tênis e decidi chamar a Polícia Militar", disse na ocasião. A perícia determinou inicialmente que a hipótese era de que o corpo estivesse no local há cerca de dez dias. Mas a presença de água no poço, que tem cerca de quatro metros de profundida e 1,5 metro de diâmetro, pode ter afetado as condições.