Mesmo após sete pessoas registrarem boletim de ocorrência contra a Fundação de Apoio a Pesquisa, ao Ensino e a Cultura de MS (Fapems), por conta da confusão no Concurso Público de Soldado da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, a fundação, que é organizadora do certame, não se manifestou sobre o problema ocorrido e como ficará a situação dos candidatos. Mais de 36 mil pessoas se inscreveram para o concurso.
Como noticiado pelo Correio do Estado, a prova foi aplicada ontem (12), e na Uniderp, um dos locais onde era realizada a avaliação, um grupo de candidatos reclamou da falta de organização com o tempo de prova, que segundo eles, teriam sido prejudicados por conta disso. “[Fiscal] Disse que faltava 30 minutos para acabar a prova, mas em seguida, coordenador geral do concurso entrou na sala e disse que já tinha encerrado. Ela errou na contagem do horário”, afirmou um dos candidatos. A confusão ficou generalizada e foi preciso chamar apoio de policiais para conter a desordem.
Foi elaborada uma ata, que foi assinada por todos os participantes que estavam na sala, e foram informados que ela seria encaminhada para a Fapems que analisaria e tomaria a decisão acerca de possíveis desclassificações.
Segundo o boletim de ocorrência, registrado na Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário (Depac) Centro, o Coordenador da Fapems, começou a gritar e ordenar a entrega dos gabaritos das provas imediatamente, senão todos estariam sumariamente desclassificados. “Ele apontou para as pessoas e disse que estávamos desclassificados, ele mandou a fiscal anotar nossas provas e nossos nomes”, denunciou outro candidato.
O caso foi encaminhado para a 1ª Delegacia de Polícia de Campo Grande e está sobre investigação.