A disputa pelo controle do comércio ilegal em duas ruas do Brás, na região central de São Paulo, terminou em pancadaria entre ambulantes segunda-feira (3) e, na quarta (5), na prisão do presidente da Associação de Vendedores Ambulantes Bolivianos, Jose Luis Villca Mendizabal, idade não informada.
Segundo a polícia, ambulantes bolivianos denunciaram que Mendizabal cobrava uma taxa de R$ 25 mil pelo espaço ocupado, por cada barraca, além de R$ 50 semanais como "taxa de manutenção".
A defesa de Mendizabal nega a cobrança pelos pontos de venda.
A confusão de segunda teria começado pelo fato de alguns dos comerciantes não terem pagado à Associação, que, segundo ambulantes ouvidos pela reportagem, vai aumentar a taxa semanal para R$ 70.
Segundo o delegado titular do 12º DP (Pari), Eder Pereira e Silva, o local onde houve a confusão "jamais pode ser explorado desta forma [com cobrança de taxa]".
OUTRO LADO
A advogada do presidente da associação dos bolivianos, Cláudia Trinca, diz que seu cliente Jose Mendizabal não cobrava R$ 25 mil pelos pontos usados pelos ambulantes no Brás. Admitiu o pagamento "facultativo" de R$ 50 por semana feito por alguns camelôs.