O prefeito de Corumbá, Marcelo Iunes, esteve no Tribunal de Contas do Estado para apresentar o projeto de implantação de um aterro sanitário no município e buscar recursos do Fundo de Investimento da Bacia do Prata (Fonplata).
De acordo com o site da Prefeitura, Iunes esteve companhado pelo secretário municipal de Infraestrutura, Ricardo Ametla, e pelo presidente da Câmara Municipal de Corumbá, Evander Vendramini Duran. O grupo foi recebido pelo engenheiro ambiental Fernando Silva Bernardes e pelo chefe da Inspetoria de Engenharia, Arquitetura e Ambiente do TCE, Carlos Alberto Negreiros Said Menezes.
Para Marcelo, implantação do aterro na cidade de Corumbá será de grande relevância e deverá envolver toda a equipe da gestão municipal. "Este é um dos grandes desafios de nossa administração, que está empenhada na implantação do aterro”, afirmou o prefeito. Ele disse ainda que durante os 12 anos que esteve no legislativo ouviu falar desse projeto, mas ele nunca foi efetivado. “Agora nós estamos trabalhando para que ele se transforme em realidade, melhorando assim as condições sanitárias e a proteção ao meio ambiente do nosso município”, enfatizou.
Além disso, Iunes acredita que o projeto do aterro sanitário de Corumbá servirá como piloto para outros municípios, visto ser uma exigência antiga do Governo Federal e uma necessidade dos municípios, principalmente de Corumbá, por ser uma cidade considerada dona do “maior santuário ecológico do mundo”. Diante disso, o Fonplata, segundo o prefeito, em primeira mão se manifestou favorável à liberação dos recursos, cujo financiamento deve ser aprovado em um curto espaço de tempo.
LEI
A Lei nº 12.305/2010 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) para buscar soluções para um dos mais graves problemas ambientais do Brasil, o mal destino dado aos resíduos sólidos, impondo a necessidade de substituir os lixões a céu aberto por aterros sanitários como medida de proteção ambiental.
Por lei, todos lixões do Brasil deveriam ter sido fechados até 2014. Contudo, a maioria das cidades brasileiras mantém depósitos de lixo sem qualquer tratamento. Aterros sanitários como os que compactam e tratam todos os resíduos da cidade do Rio de Janeiro ainda são raros e exigem investimentos que nem sempre as autoridades enxergam como prioridade.
De acordo com levantamento inédito feito em 2017 pela Abrelpe, Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública, o Brasil tem quase 3 mil lixões ou aterros irregulares, mesmo com a exigência legal. Os lixões impactam a qualidade de vida de 77 milhões de brasileiros.
A estimativa é de que o Brasil só irá cumprir os objetivos de reduzir o impacto ambiental do lixo nas cidades em 2060, três décadas depois do prazo estabelecido pelas Nações Unidas, que é 2030.