Agricultor Gerson Reinaldo da Silva, de 44 anos, que matou seu filho de 10 anos com o tiro acidental de uma espingarda, se apresentou à polícia, na manhã desta quinta-feira (25), em Sidrolândia. Em esclarecimento, ele disse que não tem registro e nem porte da arma.
De acordo com o site Região News, Gerson sustentou a versão do disparo acidental que matou seu filho, Vicente de Oliveira da Silva. O acidente teria ocorrido quando manuseava a arma, uma espingarda calibre 36.
A mãe do menino, Viviane Marcelo de Oliveira, acompanhou o marido e prestou esclarecimentos como testemunha. Ela disse que ouviu o tiro e presenciou o momento em que o marido saiu correndo, pedindo socorro.
O caso aconteceu na última quinta-feira (18), no assentamento São Pedro, em Sidrolândia. Gerson disse que neste período de uma semana em que foi considerado foragido pela polícia, estava na casa da mãe dele, também na zona rural do município.
Segundo boletim de ocorrência registrado pelo delegado Diego Dantas Santos, Gerson limpava a arma que seria vendida quando houve o disparo não intencional que atingiu o ombro e o maxilar do garoto. O menino não resistiu e morreu no local, antes mesmo que pudesse ser socorrido.
O homem foi indiciado por homicídio culposo e porte ilegal de arma, mas responderá aos dois processos em liberdade, já que passou o prazo do flagrante. O mandado de prisão em aberto por violência doméstica não pode ser cumprido por conta do período eleitoral, conforme o artigo 236 do Código Eleitoral.