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Operação desmonta esquema de venda de remédios controlados na internet

Operação desmonta esquema de venda de remédios controlados na internet

Redação

08/11/2018 - 20h15
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou hoje (8) a Operação Eros com o objetivo de desarticular uma quadrilha interestadual envolvida na comercialização de medicamentos controlados ou proibidos pela internet. Os participantes do esquema são acusados de tráfico de drogas, crimes contra a saúde pública e lavagem de dinheiro. A Justiça autorizou o cumprimento de quatro mandados de prisão e três de busca e apreensão em Maricá (RJ) e em Foz do Iguaçu (PR). A Polícia Civil do Paraná dá apoio à operação.

A ação também tem autorização para cumprir o sequestro judicial de três imóveis, cinco contas bancárias e dois veículos dos suspeitos. Ainda não há confirmação se todos os mandados foram cumpridos. A Polícia Civil confirma, porém, que foi efetuada uma prisão em flagrante. Um homem, que não era alvo de mandado judicial, foi flagrado no centro do Rio de Janeiro enquanto realizava entregas. Os policiais também se dirigiram à casa dele, na zona oeste da capital fluminense, onde encontraram quase mil caixas de medicamentos.

A investigação para desvendar o esquema revelou que entre as mercadorias vendidas estão remédios com efeito abortivo, antidepressivos, anabolizantes, anfetaminas, inibidores de apetite e substâncias dopantes, usadas por criminosos no golpe popularmente conhecido como “boa noite, Cinderela”, em que a vítima cai no sono e é roubada ou abusada. A página na internet usada na comercialização ilegal estava no ar desde 2006 e possibilitava a compra de qualquer lugar do país. As encomendas eram postadas em agências dos Correios em Niterói (RJ).

O esquema foi descoberto o a partir de interceptações telefônicas, ação controlada e quebra de sigilos bancários e fiscais. A estimativa é de que mais de R$ 150 mil por mês tenham sido movimentados com o comércio ilegal de medicamentos e drogas. Parte dos lucros era investida em imóveis, com o objetivo de promover a lavagem do dinheiro. Se condenados, os investigados podem pegar penas que variam entre cinco e 15 anos de prisão.

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