O estudante João Pedro Silva Miranda Jorge teve as medidas cautelares revogadas pela justiça. Ele estava proibido de dirigir e era obrigada a usar tornozeleira eletrônica desde o acidente que matou a advogada Carolina Albuquerque, no mês de novembro de 2017, em Campo Grande.
A decisão é do juiz Roberto Ferreira Filho e atende ao pedido da defesa de João Pedro. Além de não ter mais que usar tornozeleira eletrônica, ele teve o direito de dirigir devolvido e não necessita mais cumprir recolhimento domiciliar no período noturno e nos dias de folga.
Por outro lado, o magistrado manteve a proibição de ausência da comarca e fiança nos moldes fixados e que já vem sendo cumpridos pelo citado.
ACIDENTE
O acidente aconteceu no cruzamento da avenida Afonso Pena e Paulo Machado.
Conforme apurado pela polícia, a caminhonete Nissan Frontier conduzida pelo autor trafegava a cerca de 160 quilômetros por hora na Avenida Afonso Pena. Em razão da alta velocidade, não foi capaz de desviar do veículo Fox ocupado por Carolina e o filho de três anos.
Já era mais de meia-noite e a mulher havia furado o sinal para acessar a Avenida Paulo Coelho Machado, no Bairro Chácara Cachoeira.
Com o impacto, o Fox foi arremessado por cerca de 110 metros. Carolina não resistiu e morreu no local. O filho dela, de três anos, e o irmão do condutor da caminhonete, João Victor Miranda Jorge, 21, foram socorridos pelo Corpo de Bombeiros, mas sem ferimentos graves.
No local, testemunhas relataram que João Pedro desceu da caminhonete embriagado, falou ao celular e disse que havia sido orientado pelo pai a fugir às pressas, para que não fosse autuado em flagrante.
O irmão dele relatou que ambos saíram na Frontier para passear nos altos da Afonso Pena e encontrar amigos. Ele alegou que todos os sinais estavam verdes, mas que não tinha noção da velocidade em que estavam se deslocando.