Os corredores exclusivos para ônibus serão implantados a partir de abril nas ruas Guia Lopes e Brilhante, na região do Bairro Taquarussu, em Campo Grande. A infraestrutura faz parte das obras recapeamento e drenagem do Corredor Sudoeste, que abrange ainda as avenidas Marechal Deodoro e Bandeirantes. Esta primeira etapa corresponde a menos de 30% do total do projeto previsto para ser executado em 12 quilômetros ao custo de R$ 23,5 milhões, provenientes do governo federal e da prefeitura.
O recapeamento das vias, executado ao longo de 3,3 quilômetros, entre a Avenida Afonso Pena e o Terminal Bandeirantes, foi concluído há uma semana. Empresa já foi contratada para implantar a infraestrutura para embarque e desembarque de passageiros. No entanto, as obras começam apenas em abril de 2019.
Haverá alteração na faixa onde circulam os ônibus. Atualmente, eles transitam do lado direito, mas passarão a circular na faixa do lado esquerdo da via. Por isso, no local foi aplicado um asfalto de maior resistência. Daqui quatro meses, serão implantados piso rígido nos cinco locais onde serão colocadas estações de pré-embarque, rampas de acessibilidade no meio-fio das esquinas e algumas bocas de lobo.
Caberá à prefeitura instalar a infraestrutura (sinalização e as estações) para implantação do corredor exclusivo do transporte coletivo. Estão programadas estações na Rua Guia Lopes nas esquinas com as ruas Paissandu; Círiaco Maymone; Aduê Rezek e Manoel Cavalcanti Proença. Os projetos estão em processo de licitação.
No trajeto, além do recapeamento, foram implantados 2 quilômetros de drenagem. Foi instalada uma rede de tubulação para ligação com a drenagem já existente na Avenida Salgado Filho e na Vila Jacy, por onde a enxurrada escoará até o Rio Anhandui. A conexão foi feita em três etapas: a primeira, de 943 metros, nas ruas Hermenegildo Pereira e José Paes de Farias; a segunda, de 275 metros, desceu a Gabriel Cubel, chegando à terceira, de 95 metros, na Bandeirantes.
ATRASO
O projeto do Corredor Sudoeste, cuja ordem de execução de serviços foi assinada em agosto de 2016, deveria ser entregue neste mês. No entanto, em razão de diversos problemas, entre eles a desistência pelo Exército, responsável pelos serviços, de parte da obra, atrasou o projeto.
Conforme o secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese, o cronograma da obra teve de ser prolongado por uma série de fatores, desde problemas climáticos a intercorrências normais quando se faz uma intervenção (sem grandes interdições) em uma via comercial de grande movimento, como a Brilhante. “É uma obra estrutural, que exigiu, em muitos trechos, não apenas aplicar um novo pavimento, mas também refazer a base, os chamados remendos profundos”, disse.