O verão começou na noite desta sexta-feira (21), e há previsão de chuvas dentro da média histórica para a estação. No entanto, nestes últimos dias de primavera, as precipitações ficaram abaixo do normal para o período e, aliado ao calor intenso dos últimos dias, incêndios florestais aumentaram 85,9% em Mato Grosso do Sul. Em dezembro, foram registrados 145 focos de calor, 67 a mais do que o mesmo mês no ano passado.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), historicamente, dezembro é um mês em que há diminuição dos incêndios florestais no Estado, no entanto, as altas temperaturas e o períodos sem chuva contribuíram para a mudança neste ano.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mato Grosso do Sul tem ficado entre os estados mais quentes do Brasil nas últimas semanas. Último levantamento divulgado, nesta sexta-feira, aponta que das dez maiores temperaturas registras, cinco eram no Estado.
Mais da metade dos incêndios ocorreram em Corumbá, sendo a maioria ocasionada pelo uso do fogo para a prática de renovação da pastagem nativa do Pantanal. O município costuma, todos os anos, registrar o maior número de incêndio, devido as grandes áreas de pasto e altas temperaturas.
Conforme o analista ambiental do PrevFogo, Alexandre de Matos, as queimadas provocadas são passíveis de penalização, além de gerar problemas ambientais.
“A lei de crimes ambientais n.º 9.605 de 1998 prevê em seu artigo 41 pena de reclusão, de dois a quatro anos, e multa. A multa é regulamentada pelo decreto nº 6.514 de 2008, onde em seu artigo 58 varia de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil por hectare”, disse.
Entre as recomendações para evitar incêndios estão: não colocar fogo sob hipótese nenhuma; criar aceiros nos terrenos, com limpeza da vegetação num espaço de 1,5 metros ao redor para evitar que incêndios vizinhos consigam se propagar; recolher as folhas secas em sacos de lixo; e não jogar bitucas de cigarro em locais onde há vegetação que possa servir de combustível.