No embalo das reformas dos terminais de ônibus de Campo Grande, a prefeitura tenta retomar projeto de ampliação do Terminal Morenão, além da construção dos terminais Tiradentes, na saída para Três Lagoas e São Francisco, próximo a Avenida Tamandaré. As obras estão previstas no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) Mobilidade, de 2012, no entanto, os recursos ainda precisam ser destravados na Caixa Econômica Federal pela administração municipal.
A necessidade de construção desses novos terminais é prevista pelo município há mais de 30 anos. Conforme diagnóstico do sistema municipal de transporte coletivo, realizado em 2011, o projeto é de 1985 e promoveria a integração de 75% das linhas de ônibus. Na época, a Capital contava com frota de 290 ônibus. Atualmente, circulam na cidade 570 veículos de transporte coletivo.
O projeto original do PAC Mobilidade previa a construção de quatro novos terminais. Além do Tiradentes e do São Francisco, um na Avenida dos Cafezais, na região do Jardim Centro Oeste, e o quarto no Conjunto Paraty. Inclusa a ampliação do terminal Morenão, o investimento total previsto era de R$ 30,9 milhões.
De acordo com o Secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Rudi Fioresi, o projeto deve ser readequado já que encareceu desde a liberação dos recursos em 2012. “Por enquanto priorizamos esses três [terminais]. Afinal, ainda estamos tentando destravar os recursos”.
REFORMA
Principal alvo de reclamação dos usuários do transporte coletivo da Capital, os terminais de ônibus devem ser reformados neste ano. Para viabilizar cerca de R$ 4 milhões para as ações, foi preciso a alteração do artigo 7° da Lei n° 2.228 de 1984, que institui o Setor de Estacionamento Regulamentado (SER), aprovada pelos vereadores em dezembro do ano passado.
Dessa forma, parte da receita arrecadada nos estacionamentos rotativos da região central, administrados pela empresa FlexPark, será destinada também para a reforma de terminais.
Os primeiros terminais inaugurados na Capital há 27 anos (Bandeirantes, General Osório, Morenão e Júlio de Castilho) e a segunda leva, há 18 (Aero Rancho e Nova Bahia), nunca sofreram nenhuma grande reforma.
PAC MOBILIDADE
Há sete anos, a prefeitura tem disponível R$ 181 milhões em verbas do governo federal para execução do PAC Mobilidade. Em razão da falta de envio de documentos, entre outros problemas, a administração municipal quase perdeu o recurso e poucos projetos previstos foram de fato executados.
O pacote inicial pressupõe a construção de quatro terminais, a reforma de outros oito, a criação de quatro corredores exclusivos para ônibus, o viaduto na rotatória na Avenida Gury Marques e a implantação do Centro de Controle Operacional (CCO), que calcula aumento de até 20% na velocidade média dos ônibus.