A equipe técnica que realizou a auditoria para avaliar e classificar o grau de suscetibilidade e risco à fraude e corrupção nas organizações públicas federais, estaduais e municipais de Mato Grosso do Sul apresentou mais uma etapa dos resultados obtidos na aferição dos dados, em reunião realizada na quinta-feira (7).
Além das instituições que trabalharam em conjunto na auditoria operacional, o Painel de Referência reuniu, também, representantes de órgãos de controle, como o Ministério Público Federal (MPF), a Superintendência Regional da Polícia Federal, Auditoria Geral do Estado (AGE), Auditoria Geral do Município, Ministério Público de Contas (MPC), Ministério Público do Estado (MPE) e representantes das controladorias do estado e municípios.
O Corregedor-Geral do TCE-MS, Coordenador e Relator da auditoria, Conselheiro Ronaldo Chadid, lembrou que o trabalho e a metodologia desenvolvida em parceria com o TCU é inédito, e que a integração de todos os órgãos responsáveis ao combate à fraude e corrupção no MS é de suma importância para o sucesso da iniciativa.
“Hoje nos foi apresentado a matriz de achados, ou seja, foram enviados questionários aos gestores públicos aqui do estado, envolvendo 282 órgãos, sendo uma amostra bem representativa, e, com isso chegamos à conclusão que, infelizmente, há uma suscetibilidade muito alta de ocorrência de fraude e corrupção especialmente nos órgãos com maior poder de compra, regulação e barganha”.
Ronaldo Chadid fez questão de frisar que a radiografia realizada não foi para detectar casos concretos de fraude e corrupção: “Foi levantado pela auditoria operacional somente a suscetibilidade de ocorrência desses males nos referidos órgãos públicos”.
TEMÁTICAS
O painel teve inicio com o Auditor Federal de Controle Externo do TCU e Coordenador da equipe integrada de auditoria, Júlio Marcelo da Silva Matias (SECEX-MS), que na ocasião fez uma breve exposição da parte técnica e relembrou os métodos desenvolvidos pela equipe para chegar até a *Matriz de Achados, bem como os desafios e dificuldades enfrentados pelos auditores, visto que, no início dos trabalhos, tiveram que partir do zero e criar as metodologias implementadas para a avaliação na auditoria.
Júlio Marcelo revelou que para a composição do universo de análise, a equipe técnica selecionou 68 organizações públicas federais, 16 estaduais, 198 unidades municipais do poder executivo e legislativo, sendo que, 21 unidades do município de Campo Grande/MS.
O Secretário de Controle Externo do TCU-MS, Tiago Modesto Carneiro Costa, destacou que o empenho de todas as organizações envolvidas foi determinante para o sucesso na apresentação dos resultados que poderão nortear a atuação dos gestores públicos na elaboração dos seus sistemas de integridade de combate à fraude e corrupção.
“Cada gestor terá seu próprio relatório, pois em uma página conseguimos colocar todas as características importantes de deficiências e oportunidades de melhoria para cada instituição pública do MS, e com isso termos instituições públicas integradas e focadas verdadeiramente no cidadão e no bom serviço”, conclui.
*Com informações da Ascom TCE/MS