Hoje pela manhã agência de publicidade foi alvo da “Operação Aprendiz” deflagrada pela Polícia Federal (PF), Ministério Público do Estado (MPE) e Controladoria-Geral da União (CGU), que informou em nota que o mandado de busca e apreensão cumprido em sua sede - “teve o objetivo de recolher documentos”.
O texto divulgado informou também que a agência presta serviços publicitários, por meio de licitação, ao governo do Estado. “Contribuímos com os documentos solicitados pela Polícia Federal a fim de que sejam esclarecidos os fatos investigados”. A empresa informou ainda que está à disposição para cooperar com as investigações.
A ação deve cumprir onze mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Criminal Residual de Campo Grande, em diferentes locais - órgão público, empresas ligadas ao ramo gráfico e de publicidade, e residência, todos na Capital.
Mais cedo a publicitária, informou que atua na área de comunicação, design e ações de promoção, confirmou que um dos mandados era cumprido no prédio. Entre os clientes da empresa alvo da operação, de acordo com postagens nas redes sociais, ainda estão o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul - em agosto do ano passado fez uma campanha doação de leite materno - produtores rurais - realizando divulgação de leilões de reprodutores Nelore, programa de melhoramento genético e produção bovina -, além de profissionais liberais e outras empresas - lojas, academia.
A investigação tem como objetivo apurar a aquisição superfaturada de cartilhas educativas pela Secretaria de Estado da Casa Civil, entre os meses de junho de 2015 e agosto de 2016. Até o momento o prejuízo causado aos cofres público do Estado estaria estimado em R$ 1.600.577,00.
A Operação “Aprendiz” é um desdobramento da Operação “Toque de Midas II”, realizada pela PF e CGU em maio de 2017, onde foram apreendidos documentos que revelaram burla a exigência de licitação, além de superfaturamento e sobrepreço na aquisição de material educativo pelo Governo do Estado.