A Justiça determinou nesta quinta-feira (14) que a Vale coloque em prática um plano de proteção da fauna em Barão de Cocais (MG).
De acordo a decisão, a mineradora deverá localizar e resgatar os animais das áreas de risco, assim como oferecer alimento e cuidados veterinários àqueles que aguardam resgate.
A determinação, que atendeu a um pedido do Ministério Público de Minas Gerais, exige ainda que a operação seja iniciada no prazo de 24 horas e finalizada em até 5 dias.
No caso de descumprimento das medidas, a empresa deverá pagar uma multa diária de R$ 200 mil, limitada a R$ 2 milhões.
Na dia 8 de fevereiro, a cidade foi parcialmente evacuada devido ao risco de rompimento de barragens, e 239 moradores foram removidos.
Mais de 200 bens culturais são retirados de área com barragem em Barão de Cocais
Após solicitação do Ministério Público de Minas Gerais, mais de 200 bens culturais foram retirados de Barão de Cocais (MG), na região do Quadrilátero Ferrífero, por uma empresa especializada contratada pela Vale. Os itens estavam localizados em uma área próxima à barragem da Mina de Gongo Soco, sujeita a um possível rompimento.
Entre os objetos removidos estão esculturas, retábulos e alfaias litúrgicas, que estão agora sob responsabilidade da Paróquia de São João Batista. Eles serão catalogados e entregues à promotoria.
Na última sexta-feira (8), a cidade foi parcialmente evacuada e 239 moradores foram removidos. No mesmo dia, a Coordenadoria Estadual de Defesa do Patrimônio Cultural e Turístico recomendou à mineradora que retirasse todos os bens históricos móveis existentes na área.