"Extra Extra Extra, a carne mais barata do mercado é a carne negra”. Essas foram as palavras usadas durante protesto pacífico realizado por um grupo de manifestantes, dentro do supermercado Extra, em Campo Grande. A manifestação aconteceu, depois da morte do jovem Pedro Henrique, de 19 anos, após ser imobilizado por um segurança do mercado, no Rio de Janeiro, na quinta-feira (14).
Vários protestos foram realizados em todo o Brasil, inclusive na Capital. A manifestação pacífica aconteceu na loja da rua Maracaju. O grupo se encontrou por volta das 13h na praça do Rádio e depois seguiu ao supermercado.
No local, os manifestantes gritavam: “Extra Extra Extra, a carne mais barata do mercado é a carne negra”. Com cartazes escritos à mão, o grupo gritava também que “vidas negras importam”.
Os manifestantes percorreram todo o supermercado, que tem dois andares.
A manifestação também foi pela morte de Jenifer Gomes, 11 anos, atingida por um tiro no peito por um policial militar na porta do bar da mãe.
A cada 23 minutos, um jovem negro morre no Brasil, segundo a manifestação. A todo momento que um jovem negro morre automaticamente esse corpo se torna um bandido e sua morte é justificado.
IMOBILIZADO
Pedro Henrique morreu depois de ter sido sufocado por um segurança na quinta-feira (14), dentro do supermercado Extra, na Zona Oeste do Rio. Ele tinha um filho de oito meses.
Imagens de câmeras de segurança mostram Pedro Henrique correndo na direção do vigilante, que tenta afastá-lo com o braço. Uma mulher se aproxima. Em seguida, Pedro Henrique cai no chão e é levantado pelos seguranças. Depois, começa um tumulto.