Acusado de furtar e esconder em sua própria chácara o corpo de uma ex-namorada, o ex-tenente da Polícia Militar José Gomes Rodrigues, 57 anos, teve revogada na tarde desta sexta-feira (22) sua prisão por ter sido flagrado dirigindo bêbado, na noite de domingo (17), no bairro Amambai, região central de Campo Grande.
A decisão foi do juiz Waldir Peixoto Barbosa, da 5ª Vara Criminal de Campo Grande. Segundo a polícia, Rodrigues foi flagrado por um guarda civil metropolitano por volta das 23h, em seu Ford Focus sem placas, com uma lata de cerveja na mão.
Na ocasião, o ex-PM ainda se identificou como oficial da corporação, utilizando um holerite antigo para juistificar a patente. Mas na verdade ele fora expulso.
No seu despacho, o juiz justifica a decisão de permitir o direito do ausado responder em liberdade pelo seu endereço fixo e bons antecedentes, mas na verdade considerou a alegação de que Rodrigues sofre de esquizofrenia.
Com isso, o ex-PM deixará o Centro de Triagem, no bairro Noroeste (região leste) ainda nesta noite e seguirá para Terenos, onde mora. Ele se comprometeu, por meio de sua defesa, a compararecer nas audiências do caso e demais prerrogativas comuns nesse tipo de situação, como não viajar sem autorização.
O CASO
A notoriedade de Rodrigues, contudo, veio em um caso muito mais brutal.
Ele foi identificado como o responsável por furtar o corpo da dona de casa Rosilei Potronieli, 37, do cemitério municipal de Dois Irmãos do Buriti, no último dia 11.
Rosilei Potronieli: duas tragédias, uma delas mesmo após sua morteRosilei morreu esfaqueada dois dias antes, em Terenos, após briga em bar. Adailton Couto, desconhecido de familiares e conhecidos da vítima, foi o autor. Ele fugiu após o crime e se entregu dias depois, com a imensa repercussão do que aconteceria.
O cadáver só foi localizado no dia 13, enterrado na chácara de Rodrigues, que fica em Campo Grande, na saída para Três Lagoas (região leste).
De acordo com a polícia, o suspeito, que havia alegado ser esquizofrênico para seu advogado, disse que o crime não foi premeditado e que seu primo Edson Maciel Gomes, que está preso desde o dia 14, foi quem o incentivou o crime e o ajudou. O carro usado para o transporte do cadáver dfoi o mesmo flagrado pela GCM, sem placas.
Rodrigues também alegou que ouvia a voz de Rosilei dizendo que não estava bem e que constantemente vê pessoas que não existem. Os dois tiveram um relacionamento estável de sete anos. O suspeito passou por exames periciais durante sua estadia no Centro de Triagem para comprovar o suposto transtorno mental, enquanto a investigação continua. Os resultados ainda não foram divulgados.
