A Justiça determinou a interdição do Parque de Exposições Laucídio Coelho. Isto porque o local não tem licença ambiental e não há um respeito ao limite da emissão de ruídos na área. Neste local são realizados grandes eventos como a Expogrande e a ExpoMS.
Uma nota sobre a interdição foi publicada pelo Ministério Público Estadual (MPE). Conforme a publicação, quem determinou o fechamento do local foi o juiz José Henrique Kaster Franco da 2ª Vara de Direito Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande após pedido do promotor de Justiça Luiz Antônio Freitas de Almeida, da 34ª Promotoria, decorrente de uma ação civil pública.
Moradores da região começaram a reclamar do barulho no local durante a realização dos eventos. As queixas resultaram na abertura de uma ação e assinatura de um acordo judicial, no ano passado, com objetivo de manter a realização dos eventos, mas, sem prejudicar os moradores.
Na ocasião, a Acrissul teria se comprometido a não realizar as mesmas atividades antes de conseguir uma licença ambiental e realizar obras e serviços de adequação no local.
Ocorre que a 34ª Promotoria foi acionada recentemente e informada que o Parque de Exposições continua sem licença ambiental para funcionar regularmente. Além disso, os responsáveis não teriam apresentado nenhum estudo ou medida de controle ambiental no que diz respeito ao tratamento acústico. As notificações em relação ao problema foram feitas em novembro de 2018.
A interdição ocorre pouco antes da realização da Expogrande, agendada marcada para os dias 4 e 14 de abril. A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Acrissul e aguarda uma resposta sobre o assunto.
À reportagem do Correio do Estado o presidente da Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), Jonatan Barbosa, esclareceu que já existia uma sentença anterior com posicionamento contrário. “Não temos pendência com nada nem com ninguém e vamos fazer a melhor exposição de todos os tempos”.
O Correio do Estado também entrou em contato com a assessoria do MPE sobre a possível duplicidade de ações e aguarda resposta.
(*) Matéria editada para acréscimo de informações.