Felipe Castro de Souza, 24 anos, foi condenado a 16 anos anos de prisão, em regime fechado, acusado de matar a pedradas e por estrangulamento uma adolescente de 15 anos, em maio do ano passado em Campo Grande. Julgamento foi realizado hoje na 2ª Vara do Tribunal do Júri.
Crime aconteceu no dia 29 de maio de 2018, próximo à Rua Nasri Siufi, no Jardim Tijuca, na mata ao lado da pista de caminhada. Segundo a denúncia, acusado e vítima estavam em uma residência, no SAnta Emília, onde bebiam e faziam uso de drogas com amigos.
Por volta das 23h, acusado deixou o local, levando a adolescente na garupa de sua bicicleta, e levou a adolescente até uma mata, onde segundo a policia, houve o estupro seguido de morte.
Felipe afirmou, em depoimento, que a relação sexual foi consensual e que decidiu estrangular e matar a vítima com pedradasa na cabeça porque, segundo versão dele, após o ato, ela teria dito que contaria para a esposa dele sobre a traição. No entanto, conforme divulgado na época, a perícia detectou indícios de que a jovem sofreu violência sexual.
Vítima foi encontrada dias depois e acusado foi preso em uma fazenda, em Terenos.
Para a acusação, o réu agiu com menosprezo e discriminação à condição do sexo feminino, logo após a prática do ato sexual, considerando-a inferior, e aproveitando-se de sua vulnerabilidade, despida, em local ermo em meio a um matagal.
No julgamento, promotora requereu a condenação por homicídio qualificado por meio cruel e feminicídio, em menosprezo ou discriminação à condição de mulher. Já a defesa sustentou a tese do privilégio da violenta emoção logo em seguida à injusta provocação da vítima e pediu a exclusão das qualificadoras.
Conselho de Sentença, por maioria de votos, acolheu a tese da acusação e condenou Felipe nos termos na pronúncia. Juiz titular da Vara, Aluizio Pereira dos Santos, fixou a pena em 16 anos. O acusado aguardará eventual recurso preso.