Brasileira de 20 anos, que estava presa na Bolívia e denunciou ter sido estuprada por oito policiais, teve o processo extinto e foi colocada em liberdade nessa quarta-feira (20). Ela cumpria pena de três anos na cidade de Rurranabaque, em Beni, quando foi vítima dos policiais, que estão presos.
De acordo com o site Diário Corumbaense, vice-ministra da Justiça e dos Direitos Fundamentais, Erika Chávez, explicou que foi aplicado o o critério de medida alternativa de oportunidade, que está enquadrado no artigo 21 do Código Processual Penal.
Segundo Erika, a brasileira sofreu mais danos com a violência cometida pelos policiais do que a acusação processada na ação criminal. Ministro da Justiça do país vizinho confirmou que o processo foi anulado ontem e que solicitará uma investigação contra os juízes e promotores que participaram do processo que manteve a mulher presa.
Condenada a três anos de prisão por roubo e tentativa de fuga, a brasileira, que não tem parentes na Bolívia, cumpria um ano de detenção quando o caso veio a público há alguns meses, após denuncia do senador Democrata, Yerko Núñees Negrette.
Os supostos agressores, oito policiais, foram detidos e estão mantidos na prisão de Rurrenabaque, a mesma em que a vítima estava. Ela passou a receber ameaças após o caso se tornar público e foi transferida, no último fim de semana, para o município de Trinidad, na Bolívia, onde estava até ser liberada.