Após as diversas críticas feita por lojistas do centro de Campo Grande, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) fez reunião para debater o assunto. Anteriormente, a ideia era acionar a Justiça, mas eles recuaram, porque, de acordo com a CDL, a proposta é inviável e lenta. Agora a estratégia é pedir para que o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD) faça publicidade efetiva que alcance o consumidor e mostre que as lojas estão no local.
A reunião ocorreu na tarde desta última quinta-feira (21) e na ocasião, o presidente da CDL, Adelaido Vila acusou a prefeitura de não ter realizado a obra de maneira a diminuir o impacto negativo no comércio da região, algo que, de acordo com ele, estava previamente discutido com os lojistas.
Outra atuação da câmara será de pedir para que eles tenham acesso ao contrato completo da obra, com informações sobre a negociação, licitação e demais aspectos, para determinar as ações que os lojistas poderão requerer nas compensações do prejuízo já instalado no Centro. Em último caso, poderá ser avaliado medidas judiciais para ressarcir os lojistas das perdas. “Caminho jurídico acaba gerando demora de ações, desgaste, tanto da prefeitura quanto do lojista, queremos resolver com um pouco mais de paz e tranquilidade”, avalia o presidente.
INSATISFAÇÃO
Diante da situação crítica dos lojistas e cerca de 1,5 mil estabelecimentos fechados na área central por causa do atraso das obras do Reviva, a Câmara de Dirigentes Lojistas estudava acionar a Justiça para evitar ainda mais perdas no setor.
As obras de revitalização do Reviva Centro e os efeitos da crise econômica prolongada fizeram 1.505 lojas e estabelecimentos comerciais e industriais da região central de Campo Grande fecharem as portas nos últimos 11 meses, de acordo com levantamento realizado pela entidade. De 3.410 firmas abertas no ano passado, a quantidade de empreendimentos em atividade encolheu para 1.905, o que representa queda de 44,1%. Como resultado desse fechamento, a estimativa é que 7.525 vagas de trabalho tenham sido extintas entre abril do ano passado e este mês. O período coincide com o de lançamento das obras da 14 de Julho (em julho) e com os primeiros impactos sentidos pelos comerciantes em decorrência da interdição da via, entre setembro e outubro do ano passado.
O monitoramento da entidade foi feito no quadrilátero central da cidade — que vai da Avenida Fernando Corrêa da Costa à Avenida Mato Grosso, tendo como limites a Calógeras e a Rua Pedro Celestino —, em um universo que inclui instituições financeiras, de serviços, comércio, indústria, estabelecimentos públicos, religiosos, residenciais, terrenos e moradias. O resultado é considerado preocupante pelo presidente da CDL, Adelaido Vila, principalmente quando considerados somente os estabelecimentos na área de serviços, os mais impactados de acordo com a pesquisa.