Depois de denúncias do Correio do Estado, o prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), visitou as obras do Reviva Centro. O chefe do Executivo municipal esteve acompanhado de engenheiros e técnicos. A visita ocorreu após pedido de aditivo por parte da empresa responsável pelo projeto, a Engepar, e também de reclamações dos comerciantes. As obras, que duram nove meses, culminaram no fechamento de 35 lojas na Rua 14 de Julho. O prefeito Marcos Trad (PSD) e engenheiros e o presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (CREA-MS) Dirson Artur Freitag, visitaram a obra nesta semana.
“É uma obra complexa, envolve muitas atividades e intervenções e com certeza é um exemplo de engenharia que vai facilitar a vida das pessoas”, comentou Freitag.
Para o presidente do Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar no Estado de São Paulo (Sindratar), o engenheiro Carlos Trombini, o Reviva demonstra modernidade. “Nós já deveríamos estar fazendo isso em todo o Brasil nas grandes cidades, eu acredito que a sociedade vai se beneficiar muito em relação a essa obra que está sendo feita, porque a hora que for entregue a cidade novamente, o pessoal vai agradecer muito, porque está criando condições de comércio”, disse.
O Presidente da Federação Nacional de Engenharia Mecânica e Industrial (Fenemi), Marco Aurélio Candia toda boa obra precisa de manutenção. “O importante é ter manutenção e não só fazer a obra, nós trouxemos o expectes do Brasil no assunto para vir aqui visitar e dar um aval nessa obra realizada pelo prefeito”, finalizou.
LOJAS FECHADAS
Parte da via comercial mais tradicional da região central da Capital contabiliza queda de até 60% no movimento e nas vendas, dependendo do segmento de atuação. Ao longo das nove quadras da via, que vão da Avenida Fernando Corrêa da Costa até a Avenida Mato Grosso, trecho que passa pelas intervenções em diversas etapas de trabalho, pelo menos 35 lojas e prédios comerciais estão fechados, com placas de aluga-se ou vende-se.
TRANSTORNOS
Equipes trabalham na obra tanto no asfalto quando fazendo calçadas. Em alguns trechos, há interdições na passagem para pedestres, que muitas vezes se confundem por onde passar e onde podem trafegar.
No trecho da 14 de Julho entre a Marechal Cândido Mariano Rondon e a rua Maracaju, o contra piso da calçada foi feito e estão sendo colocados os pisos, além do tátil. Porém, alguns estão soltos e outros ainda não foram colocados, como também faltam os detalhes no local dos postes (há previsão de tirar os postes de energia). Por isso, é preciso atenção de quem anda por ali.
ADITIVO MILIONÁRIO
A obra do Reviva Campo Grande terá o primeiro aditivo nove meses depois do início do projeto. Orçada em R$ 58 milhões, a empresa que venceu a licitação, Engepar Engenharia, ofereceu os serviços por R$ 49 milhões para a revitalização da Rua 14 de Julho, mas, pede o adicional.
Confira abaixo o vídeo da visita dos profissionais: