Cidades

REVIVA CAMPO GRANDE

Prefeito rebate críticas <br> e diz que obra é complexa

"Imóveis vão supervalorizar e ninguém vai reclamar" diz Marcos Trad

Izabela Jornada

29/03/2019 - 13h14
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O prefeito de Campo Grande, Marcos Trad (PSD), mais uma vez rebateu as críticas em relação as obras do Reviva. De acordo com o líder do Executivo municipal, as reclamações sempre vão existir “em tudo que você faz nessa vida”, declarou ele durante entrevista concedida a Rádio Mega 94. "É uma obra complexa", justificou.

O prefeito lembrou também que a obra é um projeto que nasceu na gestão do então prefeito André Puccinelli, depois passou por Alcides Bernal, Gilmar Olarte e acabou sendo consolidado na atual gestão. “Os comerciantes desde 2017 já queriam a revitalização, quando a gente ia pedir votos na 14 (Rua 14 de Julho), os próprios comerciantes diziam que o centro estava morto, que não tinha estacionamento, que era escuro, só havia reclamação”, reforçou.

Mas, de acordo com Marcos Trad, após atender os anseios da população, as pessoas continuaram reclamando. “Pois bem, como nós conseguimos o valor para iniciar as obras, todos eles festejaram, o contrato é para dois anos de obra, em nove meses já foram executadas 55% (dos trabalhos). Toda obra traz desconforto. Mas pode ter certeza absoluta que vai ficar bom, os imóveis vão supervalorizar e ninguém vai reclamar”, disse o prefeito.

Durante a reforma, Marcos Trad declarou que surgiram imprevistos decorrentes de toda intervenção. “Surgem novas coisas, foram encontradas manilhas de 1933. Não apenas uma pintura ou apenas uma colocação de equipamento, é uma reforma desde drenagem até embutimento de fios, é uma obra complexa”, reforçou.

As obras do projeto “Reviva Campo Grande” prevê a revitalização da Rua 14 de Julho. Os trabalhos começaram em maio do ano passado.

Os serviços contemplam trechos da Rua 14 de Julho, entre as Avenidas Fernando Corrêa da Costa e Mato Grosso. A realização do projeto deve levar 20 meses, com finalização marcada para março do ano de 2020. 

São previstas ampliações das calçadas e em alguns pontos terão 6,5 metros de largura (hoje tem 3 metros). Com o estacionamento proibido neste trecho da rua, ao invés de três, serão duas faixas para o tráfego de veículo e o asfalto será substituído por pisos intertravados (o mesmo a ser usado nas calçadas). Com o meio-fio rebaixado, a pista será praticamente no mesmo nível da calçada.

No meio das quadras terão travessias elevadas com o objetivo de dar maior segurança aos pedestres. Todo o projeto deve ser implementado no prazo de cinco anos. A proposta deu início em 2013.

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