Cidades

REAJUSTE ANUAL

Aneel concede reajuste <br>de 12,39% à Energisa MS

Nova tarifa para a empresa responsável começa a valer a partir do dia 8 de abril

Bruna Aquino

02/04/2019 - 14h20

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou hoje o índice de reajuste tarifário para a concessionária de energia elétrica de Mato Grosso do Sul, a  Energisa. O reajuste tarifário é um processo regulado pela Aneel, previsto no contrato de concessão da empresa. Pela norma, o valor da tarifa poderá ser reajustado anualmente – o chamado Reajuste Tarifário Anual – e a cada cinco anos, no processo de Revisão Tarifária Periódica.  A empresa solicitou um aumento de 15,75% apontando aumento nos custos dos encargos setoriais e compra de energia, mas só foi concedido apenas 12,39%.  Conforme a concessionária, o custo da energia elétrica pode ficar mais barata.

Nesta manhã, a Energisa concedeu coletiva para tratar do reajuste de 12,39% homologado pela Aneel para concessionária que é responsável pelo abastecimento em Mato Grosso do Sul e outras 53 distribuidoras no País. O reajuste começa a valer a partir do dia 8 de abril.

Segundo a gerente corporativo de regulação da energisa Mato Grosso do Sul, Dayanni Rossi, o aumento da base de consumidores e consequentemente do consumo contribuíram para o índice ser menor que o calculado anteriormente. “Quanto maior o consumo, a distribuição tem um custo fixo e quanto mais pessoas na base de consumo, acontecerá mais rateada e isso tende a reduzir o valor tarifário”, explicou.

De acordo com o diretor executivo e comercial da Energisa no Estado, Paulo Roberto dos Santos, foi realizada a avaliação do índice, que ficou em 12% e não em 15%. "Eu acho que dentro do que se estabelece, nós estamos tranquilos, há 15 dias nós tivemos aqui a presença da própria agência, que estabeleceu um ranking nacional a respeito do valor da energia e ela nos colocava naquele momento em 37º”, disse.  

Em relação ao índice de reajuste inicial proposto e sobre o aumento do consumo, o diretor executivo disse que a parcela de 15% para 12% foi por conta da redução da CDE, que é uma taxa do processo de geração de energia. “O que diminuiu, a expectativa de redução da parte que cabe à distribuidora, que seria no  mínimo IGP-M e que foi de 3,07%, isso se deu por conta do aumento do número de consumidores. A gente sempre tem dito que a distribuição de energia funciona como um condomínio. Ou seja, se eu tenho um custo fixo, quanto mais clientes eu tenho, menor fica para cada um”, finalizou.

 

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