Mulher de 38 anos que pediu ajuda dentro de um ônibus do transporte coletivo para fugir do ex-namorado, que tem medida protetiva, registrou boletim de ocorrência e afirmou que não sofreu violência após descer do veículo. Boletim de ocorrência foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) e a Justiça decidirá se o homem, de 31 anos, será preso.
Imagens gravadas por um passageiro do ônibus mostram a mulher implorando por ajuda, afirmando ter medida protetiva contra o suspeito e pedindo para que ele se afaste, enquanto o rapaz a chama de “amor” e pede para para ela parar com os pedidos de ajuda. A mulher ainda afirma ao motorista que pediu para que ele não abrisse a porta para o homem e, por fim, casal desce do ônibus sem que ninguém intervenha para ajudá-la.
De acordo com a Polícia Civil, o vídeo foi gravado na última quarta-feira (15) e boletim de ocorrência foi registrado na noite de ontem (16).
A vítima contou que ela e o rapaz namoraram por seis meses e, no dia 13 de abril, ela registrou boletim de ocorrência por lesão, dano e injúria contra ele, quando foi expedida a medida protetiva.
Na última quarta-feira, pela manhã, a mulher ligou para o ex-namorado e pediu para marcar um encontro para discutir dívidas adquiridas quando o casal ainda estava junto. Eles se encontraram a noite em uma lanchonete e a conversa acabou se transformando em discussão.
A mulher disse ainda que não foi ameaçada, mas sentiu medo e, como estava nervosa, correu e entrou no ônibus. O rapaz foi atrás e também subiu no coletivo.
Depois da situação flagrada no ônibus, em que ela pediu ajuda, ambos desceram, o homem ofereceu carona, vítima não aceitou e chamou um motorista por aplicativo, indo para casa. Ainda conforme a Polícia Civil, ela disse não ter sido agredida e nem ameaçada.
Sobre o fato do motorista não ter prestado ajuda, polícia afirma que ainda não está confirmado se ele será responsabilizado por algo, porque, a princípio, a informação é de que não houve ameaça e agressão a vítima.
Quanto ao rapaz ter se aproximado da vítima mesmo com medida protetiva, o Judiciário irá decidir se ele será preso ou não, tendo em vista a situação atípica, da vítima o ter convidado.