Casa do Artesão, em Campo Grande, poderá ser restaurada. A proposta está sendo debatida em Brasília com a presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), Kátia Bogéa. A presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Mara Caseiro, apresentou projetos na semana passada ao instituto com objetivo de executar várias obras de restauração no Estado todo.
A proposta não é apenas para a Casa do Artesão, os projetos apresentados foram sobre a possibilidade de restauração do Castelinho, de Ponta Porã, do Museu de Arte Contemporânea (Marco), o Centro Cultural José Octávio Guizzo, que abriga o teatro Aracy Balabanian e do Instituto Luiz Albuquerque (Ila), em Corumbá.
De acordo com a presidente da Fundação, alguns prédios, sobre os quais foram apresentados, têm tombamento feito pela União, outros pelo Estado e outros pelos municípios. “São esferas diferentes, mas o IPHAN pode colaborar em todos os sentidos. Esse contato é de extrema importância para aprendermos os caminhos, as questões técnicas para a busca de recursos e execução desses projetos tão importantes para o resgate cultural do Mato Grosso do Sul”, afirmou Caseiro.
Outra questão conversada foi o apoio do IPHAN para formação e qualificação de equipes que já trabalham neste setor no Estado.
“Isso envolve a criação de novos museus nos municípios, o que já vem sendo solicitado por prefeitos e pela própria classe, a manutenção do patrimônio histórico, e um maior envolvimento e conhecimento por parte da nossa sociedade com relação aos museus e arquivos históricos”, detalhou. De acordo com a assessoria do governo, a diretora do IPHAN disse que a instituição já tem sido parceira e que essa aproximação será estreitada ainda mais a partir de agora.
“A Kátia é uma pessoa muito preparada, conhecedora dessa área, e ficamos muito felizes em saber que ela conseguiu abrir um espaço em sua agenda para nos ouvir e conhecer os projetos de nosso Estado. Temos várias edificações que precisam ser olhadas, em todas as esferas, e é uma determinação do governador Reinaldo Azambuja que a Fundação de Cultura execute esse trabalho”, disse a presidente.
RECURSOS
Em setembro de 2018 o Governo do estado tentou, junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), R$800 mil para reformar a Casa do Artesão, que atualmente está em estado precário conforme já publicado pelo Correio do Estado.
CASA DO ARTESÃO
Em 2015 a entrada principal do prédio histórico, que fica na esquina das avenidas Calógeras com a Afonso Pena, em Campo Grande, foi interditada pelos Bombeiros e pela Defesa Civil Municipal.
O portal, que é de madeira, apresentava risco porque está apodrecido por conta de uma infiltração. A árvore que fica na frente do prédio quase centenário arrancou algumas telhas e com as chuvas a infiltração foi mais forte e causou o problema.
HISTÓRICO
Construída em meados de 1923 para ser residência e comércio, a Casa do Artesão foi finalizada em 22 de dezembro de 1924, e nela, foi instalada a 1ª agência do Banco do Brasil, em Campo Grande. De 1938 a 1974, o imóvel foi ocupado pela Recebedoria de Rendas do Estado. No dia 1 de setembro de 1975, o governo de Garcia Neto inaugurou no local a Casa do Artesão, sendo sua fachada totalmente restaurada em setembro de 1990.