O Governo do Estado por meio do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) em apoio com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) criaram o primeiro Inventário Participativo de Potencial Hidrelétrico na bacia do Rio Pardo e seus afluentes. A assinatura do inventário e apresentação do resultado do estudo aconteceu nesta quinta-feira (6) no auditório do Imasul, em Campo Grande. Atualmente estão instaladas em Mato Grosso do Sul, 4 hidrelétricas nas divisas com os Estados do Paraná, Goiás e São Paulo. O estado é considerado o 6° gerador de energia no país, de acordo com a Aneel.
Os órgãos mapearam 11 pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) na bacia, mas apenas 7 foram consideradas boas e futuramente possam ser transformadas em novas hidrelétricas gerando fonte de energia e aumento na economia. O inventário tem como objetivo dar mais segurança aos empreendedores na emissão das licenças ambientais, dando a eles uma condição de pré-viabilidade no intuito de saber se haverá a possibilidade de instalação das centrais, que se aplicada juntas, aumentarão em 130 MW de potência.
Para o secretário de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar do Mato Grosso do Sul, Jaime Verruck, com o inventário haverá condições de saber além do potencial das setes centrais, qual será o impacto ambiental. “Antes, esses investidores identificavam o potencial, faziam o registro na Aneel e quando chegavam no órgão ambiental muitas vezes o projeto não era aprovado e perdiam tempo. Agora nós temos uma sinalização de qual é o potencial desse rio e a partir daí começa todo o processo ambiental, isso não quer dizer que todas serão autorizadas ambientalmente. A partir de agora nós temos condições de saber qual o impacto ambiental dos 7 projetos juntos”, disse.
Para o diretor-geral da Aneel, André Pepitone, a iniciativa pode viabilizar investimentos de até R$ 1 bilhão na economia do Mato Grosso do Sul, juntamente com o aumento no setor de energia elétrica e cuidado do setor ambiental com empreendimentos sustentáveis. “Inauguramos hoje no estado de Mato Grosso do Sul, em plena semana que comemora o dia mundial do Meio Ambiente, algo inovador no setor elétrico, nós criamos uma agenda do setor que se aproxima no setor ambiental. A facilidade que trás é que a gente consegue atuar de maneira eficiente, eliminando burocracias, eliminando desperdício, com a essa análise integrada e a preocupação do órgão ambiental assimilar seu processo desde o nascedouro, significa empreendimentos que vão avançar, então vamos trazer a celeridade desses empreendimentos e evitar desperdícios”, finalizou.
As setes PCHs que foram consideradas potentes no estudo e incluídas no inventário aprovado pela Aneel são Barreiro, São Sebastião, Cachoeira Branca, Botas, Recreio Jusante, no rio Pardo, além de Ribas e Cerco, no Ribeirão de Botas.