Para aumentar o ponto de coleta e ajudar a população no descarte correto do lixo não doméstico, a prefeitura inaugurou nesta segunda-feira (24) o quarto ecoponto, no Bairro Residencial União, localizado na Avenida Roseira cruzamento com a Rua Carmem Bazzano, em Campo Grande.
O ecoponto do União conta com uma área de 1.731,326 m² e armazena 2 caixas brooks 8 m³ de resíduos de construção civil e demolição, 36 m³ de resíduos de galhos e podas, 72 m² de resíduos inservíveis, 4 m³ de resíduos eletroeletrônicos e 7 m³ de recicláveis.
A quinta unidade de coleta está prevista para agosto deste ano no Jardim Centro Oeste, o que deve fechar o ciclo de cinco pontos conforme contrato com a Solurb, que custa hoje aos cofres públicos cerca de R$ 25 mil por mês, fora o valor do transporte para o aterro sanitário, de acordo com o secretário de Infraestrutura do Município, Rudi Fiorese.
Após 14 meses da implantação do primeiro ecoponto no Jardim Panamá, hoje já são quatro unidades, a Solurb empresa responsável pela faz o trabalho de coleta nos pontos, mas o número de descartes ainda não é o esperado. De março do ano passado até maio deste ano, 5 toneladas de lixo foram coletados, o que gerou apenas uma média de apenas 357,1 litros por mês de lixo depositado nos três ecopontos que estavam funcionando.
De acordo com o secretário Municipal de Meio Ambiente e Gestão Urbana (Semadur) Luis Eduardo Costa, os ecopontos foram colocados estrategicamente nos bairros com maior índice de lixos descartados em locais irregulares. “È muito importante que a população vá até o ecoponto para conhecer, procurar saber como funciona, é uma coisa que vai ajudar muito, é preciso entender que isso está interligado com outras ações voltadas para o descarte irregular de lixo na cidade, queremos ampliar essas ações”, disse.
POPULAÇÃO APROVOU
Moradores do União aprovaram a instalação do novo ecoponto. A reclamação rotineira é que grandes quantidades de lixo ficam espalhadas pelas ruas e terrenos baldios do bairro gerando acúmulo de pragas urbanas e focos do mosquito Aedes aegypti.
Joelson Gonçalves, de 45 anos, trabalha com cortes de árvores pelo bairro e acredita que com o novo ponto de coleta vai facilitar na hora do descarte. "Isso é muito bom, porque agora eu sei onde posso jogar os galhos de árvores, a prefeitura está de parabéns, vai ajudar muito a população daqui, porque é errado jogar no terreno dos outros, agora tem lugar certo", disse.
O aposentado Antônio Alves, de 71 anos, foi até a inauguração para saber como vai funcionar o ponto de coleta. "Para o bairro vai ser ótimo, eu sempre preciso jogar lixos como esse e sempre tinha que ir em outro ponto de coleta, agora, vai ficar bem perto da minha casa, vou sempre trazer aqui", contou.
COMO FUNCIONA
O ecoponto é um local de entrega voluntária regular e gratuita que, recebe resíduos recicláveis e resíduos maiores como restos de construções, pequenas obras, móveis e eletrodomésticos velhos e poda de árvores e galhadas.
Em qualquer ecoponto, cada morador pode descartar um metro cúbico de lixo, o equivalente a mil litros, por dia. O Horário de funcionamento é de segunda à sábado das 8h às 18h. Um funcionário da empresa fica no local recebendo o material e dando orientações necessárias.
Resíduos recicláveis como metal, plástico, vidro, papel e papelão também podem ser descartáveis. Outros materiais como lixo doméstico e pneus não podem ser deixados no ecoponto.
MATERIAL COLHIDO
Dados da Solurb apontam que a principal procura dos ecopontos são para destinar galhos e restos de podas, chega a representar 34% dos descartes, que ocorrem no Bairro Noroeste. Em seguida, resíduos de construção civil, com 33% o que corresponde o ecoponto Panamá.
De acordo com o coordenador da Solurb, Henrique Otto, no período dos meses de março de 2018 à maio de 2019, os resíduos coletados nos três ecopontos em funcionamento somaram um total de 5.243,044 toneladas que seriam descartados incorretamente. “A expectativa é que com a implantação de mais ecopontos, os resíduos passam a uma destinação ambientalmente adequada”, finalizou.