Cidades

CRIME ORGANIZADO

Galã, ex-chefão do PCC é condenado a 19 anos na Justiça Federal

Réu também deverá pagar multa de aproximadamente R$ 4 milhões

Adriel Mattos

23/08/2019 - 17h43

A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul condenou Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, a 19 anos de prisão pelo crime de organização criminosa. Ex-membro do Primeiro Comando da Capital (PCC), ele também deverá pagar uma multa de aproximadamente R$ 4 milhões.

Na decisão, a 2ª Vara Federal de Ponta Porã ressalta que o réu se dedica desde os 20 anos comete diversos crimes, sem exercer qualquer atividade profissional. A Justiça levou em conta que Galã se dedica a ações criminosas organizadas pelo menos desde 2005 e, dentro da organização, era responsável por realizar as compras de drogas em grande escala, administrar os armamentos e os veículos, controlar o pagamento de propina para policiais paraguaios e controlar o pagamento de salários aos membros da organização.

NOVA DENÚNCIA

Ao mesmo tempo em que foi condenado por organização criminosa, Galã foi denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por lavagem de dinheiro mediante ocultação de propriedade e de movimentação de valores provenientes de crimes. O órgão pede que o réu seja condenado à perda de bens, valores e direitos equivalentes a R$ 3,5 milhões. A denúncia destaca que contas bancárias no Paraná e em Mato Grosso do Sul foram abastecidas com dinheiro lícito e movimentadas a mando de Galã, em parceria com doleiros.

PRISÃO

Galã foi preso em fevereiro de 2018 no Rio de Janeiro, onde está preso até hoje. Na casa dele, foram apreendidos telefones e documentos relacionados a diversas ações criminosas. Com esse material, a Polícia Federal (PF) instaurou inquérito para apurar atos que poderiam configurar lavagem de dinheiro, já que havia comprovantes de depósitos para empresas localizadas no estado. Ao ter acesso aos relatórios, o MPF solicitou e a Justiça autorizou a quebra de sigilo dos dados das contas bancárias utilizadas pelo réu.

ATO EXTREMO

Em julho deste ano, o Correio do Estado revelou que Galã, como forma de demarcar o início de uma nova era do crime organizado na fronteira com o Paraguai, mandou violar e queimar os restos mortais do traficante Jorge Rafaat Toumani, executado em 15 de junho de 2016. A profanação do cadáver de Rafaat foi revelada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

No mesmo dia que a execução de Rafaat completou um ano, Galã mandou seguidores desenterrarem o corpo em um cemitério de Ponta Porã e atearem fogo, de acordo com o jornal O Dia, do Rio de Janeiro.

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