Cidades

AMAZONAS EM CHAMAS

Queimadas em MS estão dentro do índice considerado normal

Chamas em grandes extensões rurais estão sendo combatidas e controladas, diz Governo

Redação

23/08/2019 - 19h20

A incidência de focos de calor em Mato Grosso do Sul está dentro da normalidade prevista pelos órgãos de monitoramento e prevenção, como Ibama e Defesa Civil do Estado, considerando a ocorrência de uma estiagem mais prolongada em relação ao ano passado. As queimadas em grandes extensões rurais estão sendo combatidas e controladas.

Esta foi uma das conclusões da reunião realizada nesta sexta-feira (23) para definição dos órgãos federais e estaduais que vão integrar a Sala de Situação Integrada, que concentrará as informações de campo, levantamentos do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e previsões climáticas para tomada de decisões, com a coordenação da Defesa Civil do Estado.

O secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Agricultura Familiar e Produção (Semagro), Jaime Verruck, explicou que a centralização das informações relativas às queimadas permitirá uma ação conjunto e mais rápida e abrangente, envolvendo inclusive outros órgãos e a iniciativa privada, citando a Reflore/MS (Associação Sul-mato-grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas).

“Vivemos uma situação preocupante, que deve perdurar até outubro, mas a análise que fizemos que não há uma condição de anormalidade. Teremos o apoio da Reflore, cujo presidente, Dito Mário, participou da nossa reunião e nos informou que as queimadas no setor de reflorestamento atingiram até agora 130 hectares. A entidade tem seu próprio sistema de combate a incêndios e pode nos auxiliar”, disse o secretário.

Chuvas em setembro

Conforme relatórios apresentados na reunião da Sala de Situação Integrada, a maior propagação dos focos se mantém nas regiões da Serra da Bodoquena e no Pantanal de Corumbá, onde as brigadas do PrevFogo do Ibama estão combatendo os incêndios. Uma patrulha se concentrava ontem em uma área de foco no Morro do Chapéu, Pantanal do Jacadigo, a 40 km de Corumbá.

A situação de alerta no Estado deve permanecer até outubro, conforme previsões do Centro de Monitoramento do Tempo e Clima de Mato Grosso do Sul (Centec), vinculado à Semagro. A coordenadora Franciene Rodrigues participou da reunião e adiantou que as chuvas devem retornar a partir dos dias 7 e 8 de setembro, mas abaixo da média história (100 milímetros), em torno de 80 milímetros.

Em outubro, as precipitações devem ocorrer com maior intensidade (120 milímetros), porém ainda abaixo da média (140 milímetros), voltando a normalidade em novembro. O coordenador estadual de Defesa Civil, tenente-coronel Fábio Catarinelli, disse que o panorama traçado pelo Centec permitirá que se faça um planejamento das ações para manter o controle das situações de fogo.

Ibama vai investigar

Segundo informações do INPE, até o dia 20 de agosto ocorreram 3.998 focos de calor em Mato Grosso do Sul, sendo a maioria (1.014) em Corumbá. Na reserva indígena dos Kadiwéus (Serra da Bodoquena), onde há áreas arrendadas para produtores rurais, os focos somam 323, enquanto em 2018 ocorreram apenas 35. O Ibama informou que iniciará uma investigação para apurar as causas.

Na região do Porto da Manga, em Corumbá, onde teriam sido queimados mais de dois mil hectares, entre a BR-262 e a Estrada-Parque (MS-228), há indícios de fogo criminoso para renovação de pastagem. O coordenador estadual do PrevFogo, Márcio Yule, informou que a queima ocorreu no ano passado, sem danos maiores, mas agora, com a intensidade da seca, o fogo foi incontrolável.

A reunião desta sexta-feira contou com a presença do novo superintendente do Ibama/MS, coronel Luiz Carlos Marchetti, e os comandantes do Corpo de Bombeiros, coronel De Mello, e da Polícia Militar Ambiental (PMA), coronel Jeferson Vila Maior. A Sala de Situação Integrada terá a participação da Semagro, Defesa Civil/MS, Ibama, Imasul, Centec/MS, PMA e Corpo de Bombeiros e Defesa Civil dos municípios.

 

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