Cidades

CAARAPÓ

Força Nacional permanece em MS para evitar confronto entre índios e fazendeiros

Prorrogação de permanência foi autorizada pelo ministro Sérgio Moro

A Força Nacional de Segurança Pública vai permanecer em Caarapó por mais 90 dias, a contar a partir do dia 30 de setembro, com objetivo de evitar confrontos armados entre indígenas e produtores rurais da região. Portaria com autorização para prorrogação, assinada pelo ministro da Justiça Sérgio Moro, foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

Segundo a portaria, Força Nacional poderá ser empregada em ações de policiamento ostensivo, na modalidade de patrulhamento motorizado, em apoio aos órgãos de segurança pública no Estado de Mato Grosso do Sul, com a finalidade, além de de prevenir conflitos agrários por questões fundiárias, de coibir o tráfico de drogas, contrabando, armas e munições, entre outros, na região da faixa de fronteira. Equipe deve permanecer na região até o dia 28 de dezembro deste ano. 

No Estado, os agentes da Força Nacional de Segurança Pública atuam desde junho de 2016, quando foram deslocados para MS depois da morte de um indígena guarani-kaiowá. Na época, a então presidente Dilma Roussef chancelou uma nova demarcação de terras indígenas, justificando a decisão baseada em estudos de identificação e delimitação de terras.

Com a sanção de Dilma, índios de uma aldeia local decidiram invadir uma fazenda e seis deles foram baleados. Clodiode Aquileu Rodrigues de Souza, agente de saúde da aldeia Tey Kue e filho de liderança, morreu baleado. 

Depois do atentado, que ganhou as manchetes nacionais, oito fazendas nos arredores foram invadidas e permanecem ocupadas, amparadas pela decisão de 2016. A Força Nacional busca  garantir que não haja novas invasões e confrontos. 

A Força Nacional também atua em Mato Grosso do Sul, na cidade de Ponta Porã, em apoio às ações de combate aos crimes fronteiriços.

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