A prefeitura de Campo Grande assinou contrato no valor de R$ 200 mil com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de Mato Grosso do Sul (Sebrae/MS) para prestar consultorias aos lojistas da rua 14 de Julho. O extrato do contrato foi publicado na edição de segunda-feira (23) do Diário Oficial da cidade (Diogrande).
Com validade de quatro meses, serão prestados serviços de “estudo, desenvolvimento e ações de engajamento e qualificação dos empresários que atuam no trecho de intervenção das obras de requalificação da rua 14 de Julho”. A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) será a intermediária entre comerciantes e a entidade privada.
A revitalização da principal via comercial da Capital durou 17 meses entre dúvidas, reclamações, caos até alcançar uma sensação de otimismo e esperança. A obra foi inaugurada em 29 de novembro, antes do prazo previsto. . “Entregamos essa obra sem nenhum escândalo e sem intervenção dos órgãos de controle. É uma obra com paisagismo, com área de descanso, com iluminação em LED e recapeamento”, disse o prefeito Marcos Trad (PSD) em discurso na cerimônia.
Ao custo de R$ 60 milhões, a rua foi completamente transformada, perdendo emaranhado de 11 quilômetros de fios e 139 postes deu lugar uma complexa e moderna rede subterrânea, e deixou a paisagem mais limpa, realçando as calçadas - que estão maiores - e as flores e árvores que até então não existiam.
Primeira etapa do programa Reviva Campo Grande, a revitalização da rua 14 de Julho deixa a estrutura pronta para as etapas que virão. O projeto de revitalização teve como modelo intervenções similares, também financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) em outros países, e baseia-se em três eixos centrais: o embutimento da rede, priorização ao pedestre e projetos de habitação para reocupar a região. Destes, somente o último ainda não teve início.
TRÂNSITO
Se o projeto prioriza quem anda à pé na via, é de se supor que os carros que usavam a Rua 14 de Julho como via de passagem, definitivamente deverão de procurar outras ruas. As ruas Padre João Crippa e Rui Barbosa, e 13 de Maio e Avenida Calógeras são as novas opções.
O objetivo é que quem for de carro à 14 de Julho, tenha a via como seu destino final. A conversão à esquerda na via para quem transita de carro pela Avenida Afonso Pena foi proibida em novembro. O mesmo poderá ocorrer futuramente em outras vias de mão dupla, como Fernando Corrêa da Costa e Mato Grosso.