A Secretaria de Estado de Saúde (SES) de Mato Grosso do Sul abriu chamamento público para selecionar uma nova organização social para “gerenciar, operacionalizar e executar as ações e serviços de saúde” do Hospital Regional de Cirurgias da Grande Dourados. O aviso foi publicado na edição desta quinta-feira (9) do Diário Oficial Eletrônico (DOE).
Não foi divulgado o valor do contrato. As entidades devem entregar as propostas em 11 de fevereiro, às 8h30, na Superintendência de Gestão de Compras e Materiais (Sucomp), na sede da Secretaria de Estado de Administração e Desburocratização (SAD).
Em junho de 2019, a organização social Gamp anunciou o encerramento de todos os projetos que tocava por todo o Brasil, incluindo a gestão do hospital de Dourados. Assumiu o Instituto de Ação, Cidadania, Qualidade Urbana e Ambiental (Acqua), que foi oficialmente contratado em dezembro para gerenciar a unidade por seis meses, por R$ 4,2 milhões.
PONTA PORÃ
No início do mês, outra organização social venceu processo para administrar o Hospital Regional Dr. José de Simone Netto, em Ponta Porã. O Instituto Acqua, que tinha assumido a gestão da unidade em março de 2019, foi efetivado.
Na época, o governo do estado afastou a antiga entidade, a Gerir, que gerenciava o hospital desde 2016. Um dos motivos para a troca foram alguns problemas encontrados, como o atraso nos salários de servidores.
CAMPO GRANDE
Outra unidade que o governo quer gerenciar em parceria com uma organização social é o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul Rosa Pedrossian (HRMS), em Campo Grande. Em dezembro de 2019, o Correio do Estado noticiou que o Estado estudava a possibilidade de trazer uma entidade para o hospital.
O governo contratou consultoria do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo, para definir se seria realizada uma parceria público-privada (PPP) ou a gestão da unidade seria entregue à uma OS.
Em audiência pública realizada em agosto, relatório feito por técnicos do hospital paulistano apontou que a unidade de Mato Grosso do Sul tem estrutura organizacional fraca e infraestrutura deficiente. Os técnicos apontam que a unidade não tem missão e visão coesas, possui choques sistêmicos e relações externas disfuncionais. Entre as recomendações, estão a mudança na governança, novas parcerias, adequações em setores do HR, metas de produtividade, entre outras.
O Conselho Estadual de Saúde (CES) acompanha a situação do hospital de perto. Coordenadora do conselho local subordinado ao CES, Neide Eliane Gordo disse que o grupo está acompanhando os diversos problemas que a unidade, como a eventual terceirização do HRMS e o número de mortes. “O conselho é contra colocar uma OS [organização social] no hospital, porque já temos exemplos em outros estados e em Ponta Porã que esse modelo não dá certo”, afirmou na época.