Gestores e técnicos de 58 municípios de Mato Grosso do Sul estão aprendendo a elaborar, revisar, implementar e monitorar o Plano Municipal de Gestão de Resíduos Sólidos em oficina promovida pelo Instituto de Meio Ambiente do Estado (Imasul). Nessa oficina, os profissionais conheceram o modelo adotado na Suécia, que tem a ambiciosa meta de reaproveitar 99% de todo o lixo produzido até 2030.
Ministrada pela geógrafa Gabriela Otero, a oficina começou nesta segunda-feira (10) e segue até terça-feira (11). O evento foi desenhado com base numa cooperação entre a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe) e Agência de Proteção Ambiental da Suécia, que é o órgão governamental responsável pela regulamentação da gestão de todo o resíduo do país.
“É um bom modelo, por isso é utilizado como referência. Sem considerar o avanço tecnológico da Suécia, que aqui ainda precisa amadurecer, o modo de pensar daquele país transformando o que a gente chama de lixo em recurso é o mais interessante. Isso que queremos passar aos municípios, para que olhem os resíduos como um potencial de reciclagem. Para economizar recursos naturais, matéria prima, como fonte de energia, por isso esse modelo vem sendo destrinchado por nós para tirar o melhor dele e aplicar na realidade brasileira”, explicou Gabriela.
O objetivo dessa oficina é explicar aos técnicos de forma simples como colocar em prática os planos de gestão integrada de resíduos sólidos. Com o aprendizado desses dois dias, os técnicos serão capazes de elaborar ou, se preferirem, contratar uma consultoria para construir o Plano Municipal de Gestão dos Resíduos Sólidos, porém sabendo o que exigir, como deve ser feito, para que tenham controle sobre o processo. O Plano Municipal de Resíduos Sólidos é um instrumento da política instituída por lei federal, sendo considerado uma das principais obrigações dos municípios criados com a sanção desta legislação.