Superintendência para Orientação e Defesa do Consumidor de Mato Grosso do Sul (Procon-MS) vai fiscalizar possíveis abusos contra os usuários do transporte coletivo de Campo Grande. Atrasos, ônibus sucateados, demanda não suportada são alguns pontos que o órgão deve fiscalizar e que são reclamações diárias da população.
Superintendente do órgão, Marcelo Salomão, expôs a dificuldade de fiscalizar o Consórcio Guaicurus, empresa responsável pelo transporte na Capital, porque as denúncias não chegam a ser formalizadas no Procon. “Tem que entrar no nosso site e fazer a denúncia. Se não tem, a gente não consegue fiscalizar; e o consórcio quase não tem”, disse ele. “Nós já colocamos nossos fiscais dentro dos ônibus para monitorar tudo e se precisar, vamos colocar de novo”, garantiu Salomão.
A reportagem do Correio do Estado tentou contato com o diretor-presidente do Consórcio Guaicurus, João Rezende Filho, mas as ligações não foram atendidas. Recentemente a empresa realizou mudanças nas linhas de alguns ônibus da Capital. Foram 12 linhas com alteração de itinerário e três linhas extintas.
Procon está atualmente nas ruas para investigar os abusos nos preços da gasolina e do etanol, após as mudanças no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) - que aumentou em cinco pontos percentuais o imposto da gasolina e baixou na mesma proporção o do etanol. Há também fiscalização nos preços das novas placas do Mercosul, que o órgão quer reduzir o valor em 30%. “Além [de fiscalizar] a Energiza [concessionária de distribuição de energia em MS], a Águas [Guariroba], supermercado com produto vencido”, finalizou Salomão.