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Luz do sol "mata coronavírus rapidamente", dizem cientistas

Estudo norte-americano aponta que os raios UV danificam o material genético do agente

Ricardo Campos Jr

24/04/2020 - 10h20

Pesquisa conduzida por cientistas do Department of Homeland Security (DHS) dos Estados Unidos revela que a radiação presente na luz solar, aliada com altos índices de umidade, pode “matar rapidamente” o novo coronavírus em alguns tipos de superfícies. O estudo ainda não foi publicado, mas anunciado nessa quinta-feira (23) pela Casa Branca em coletiva de imprensa.

Segundo informações do jornal Dailymail, o assessor de ciência e tecnologia do DHS, Bill Bryan, afirmou que os raios UV danificam o material genético do agente causador da Covid-19, dificultando a reprodução.

Vírus foram lançados no ar com aerosol. Quando expostos à luz solar simulada, eles rapidamente morreram. Sem a intervenção, não houve redução na quantidade de coronavírus presentes nas gotículas no período de uma hora.

Conforme excertos de um artigo científico divulgado na semana passada, e republicados hoje pelo Dailymail, os cientistas chegaram às seguintes conclusões: os vírus vivem mais em condições de baixa umidade e tornam-se inativos mais facilmente em ambientes úmidos; vírus vivem mais em temperaturas baixas e tornam gradativamente inativos à medida que a temperatura sobe; a luz do sol “destrói o vírus rapidamente”.

A pesquisa também apontou que o vírus tem maior estabilidade quando a umidade alcança 20% e começa a se desestabilizar a partir dos 40%.

Os pesquisadores alertam que o sol afeta a proliferação do agente patológico nas superfícies e ainda não há qualquer tipo de evidência que expor pacientes contaminados à radiação UV poderia curá-los, mas o contrário: provocar câncer de pele.

Alguns hospitais norte-americanos já usam radiação UV na descontaminação de espaços. O próximo passo do DHS será desenvolver uma equação para apontar as combinações ideais de temperatura e umidade para acabar com o coronavírus.

FRIO E COVID-19

Pesquisadores chineses já haviam levantado a hipótese de que o novo coronavírus age com mais dificuldade em países quentes e úmidos, conforme divulgou o Correio do Estado no começo do mês.

Foi analisado o contágio tanto na Ásia como Europa no período em que as autoridades ainda não haviam tomado qualquer atitude para isolar a população, já que o objetivo era notar como o vírus se comporta em situações naturais de convívio.

Eles identificaram que países como Singapura, Tailândia, Malásia tiveram quantidade diária de novos casos confirmados da Covid-19 abaixo de um. Os termômetros nessas localidades oscilavam entre 30ºC e 36ºC.

Já a Itália, que tem uma das maiores incidências do novo coronavírus, estava no fim do inverno, com os termômetros marcando entre 6ºC e 12ºC.

Os pesquisadores compararam os resultados com o comportamento de outros agentes patológicos já conhecidos, como o Influenza, e observaram que esse tipo de organismo se espalha com mais facilidade em ambientes frios e apontaram dois possíveis motivos para isso.

Um deles seria que os vírus são mais estáveis em baixas temperaturas, além das gotículas expelidas por pessoas contaminadas permanecerem mais tempo no ar seco do que úmido. O segundo seria o enfraquecimento da imunidade dos hospedeiros na estiagem e frio, tornando-os mais suscetíveis a ficarem doentes.

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