Equipes da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) começaram obras para conter erosão nos fundos do Hospital São Julião, no bairro Nova Lima. A cratera existia há anos, mas aumentou de tamanho em razão das chuvas da semana passada, entre 12 e 13 de maio. A cratera tinha 1.800 metros de diâmetro, com seis metros de profundidade.
Segundo informações da Sisep, a cratera não será integralmente tapada, um muro de contenção será construído para que funcione como uma bacia de retenção da enxurrada. Quando transbordar, a água vai cair direta na tubulação existente e desembocar nas bacias de contenção e dissipadores de energia - uma espécie de escadaria para reduzir a velocidade da enxurrada -, construído há cerca de 10 anos no Córrego Botas.
Por conta de obras de drenagem e pavimentação nos bairros Jardim Anache e Nova Lima, que ficam no entorno da região, aumentou o volume e a velocidade de enxurradas das chuvas. Com isso, o aterro não suportou, fator agravado pelo solo arenoso do local.
A expectativa da Sisep é de que a intervenção iniciada agora, resolva o problema da erosão temporariamente. Numa etapa seguinte será feita a dragagem das bacias de contenção existentes no Córrego Botas, também vai ser lançado licitação para drenagem e pavimentação da última etapa do Nova Lima, que abrange exatamente está parte do bairro que margeia a Rua Lino Villacha. Depois das obras finalizadas, o escoamento da enxurrada será melhor distribuído.
Entenda o caso
A voçoroca é um fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos causados pela água da chuva e solo arenoso. Segundo o diretor administrativo do Hospital São Julião, Amilton Fernandes, a direção da unidade informa à prefeitura da Capital sobre o problema há cerca de 4 anos. Por conta dos riscos, a passagem foi interditada. “É uma situação bem complicada. É o único acesso asfaltado do hospital, o outro é uma rua que nós abrimos uma outra vez que tivemos problemas com a voçoroca”, disse.