Movimento negro em Campo Grande se organizou e reuniu pessoas de todas as idades e etnias na praça do Rádio, em Campo Grande, na tarde deste sábado (6). O ato foi em favor da luta de negros que perderam a vida por conta da violência e discriminação.
Uma das participantes do ato, a advogada Maria do Socorro Nunes, de 63 anos, avalia que o movimento vem sendo invalidado constitucionalmente e a desigualdade aumentando. “Houve o avanço constitucional [em favor dos negros], mas de uns tempos para cá acho que piorou os avanços e as conquistas que nós tivemos nesse período pós-constituição. É um retrocesso político que é muito opressivo, autoritário; A gente precisa viver com liberdade no nosso país”, disse ela ao Correio do Estado.
“A gente quer romper com isso [desigualdade]. Nós queremos ser amados, respeitados e viver num país de igualdade”, disse ela, que também é presidente da União dos Negros pela Igualdade (Unegro), na Capital.
O protesto pacífico contou com cerca de 100 pessoas e seguiu as regras de biossegurança, como o distanciamento de 1,5 metros entre os participantes que seguravam cartazes com lembranças de pessoas negras que foram vítimas da violência, desrespeito ou que marcaram a luta em Mato Grosso do Sul.
Um grupo entre os participantes também protestou contra a violência da polícia contra os jovens negros da periferia da Capital e contra o fascismo.
https://player.vimeo.com/external/426600988.sd.mp4?s=53e641f71c3e0bda40f370142b9e9c8f274e6c13&profile_id=165&oauth2_token_id=1289434942Policiais Militares e agentes da Guarda Civil Metropolitana fizeram a segurança dos participantes e também a fiscalização das normas de biossegurança, que foram seguidas pelos participantes. Um helicóptero da PM chegou a sobrevoar a praça, mas não houve de nenhum tipo de manifesto violento.
O ato acabou foi encerrado de 15h20 a pedido da polícia e os manifestantes dispersaram pacificamente, por conta do tempo permitido para reuniões em razão da pandemia do coronavírus.