Cidades

HOMICÍDIO

Justiça nega mudança de júri à acusada de matar Abuchaim

Ela alegou possível imparcialidade dos jurados da Capital e tentou transferir julgamento para Corumbá

Fernanda Aparecida da Silva Silvério, acusada de matar o advogado e ex-superintendente de Gestão de Informação do Governo de Mato Grosso do Sul, Daniel Nantes Abuchaim, teve pedido para transferir o julgamento de Campo Grande para Corumbá negado pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.

Crime aconteceu no dia 19 de novembro de 2018, em um motel localizado no Jardim Noroeste, na Capital.  

Pronunciada pelo crime de homicídio qualificado por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima, Fernanda alegou possível imparcialidade do Conselho de Sentença e pela notoriedade do caso e da vítima, no pedido de transferência.  

Relatora do processo, desembargadora Dileta Terezinha Souza Thomaz, afirmou que a defesa não apontou elementos concretos para evidenciar a dúvida sobre a imparcialidade dos jurados de Campo Grande.

“Em delitos dessa natureza é comum a veiculação de noticiários pela mídia, pois naturalmente geram repercussão social. Contudo, em exame às reportagens mencionadas e aos argumentados trazidos pela defesa, não se verifica qualquer indício ou dúvida fundada sobre a imparcialidade do conselho de sentença”, disse a magistrada.

RELEMBRE O CASO

Segundo a denúncia,Fernanda esfaqueou Daniel várias vezes, causando-lhe a morte.

Para a acusação, ela agiu por motivo torpe, vingando-se da vítima sob alegação de ela e sua namorada vinham sendo assediadas constantemente por Abuchaim, além dele supostamente já ter assediado outras ex-namoradas dela. Ainda conforme a acusação, Fernanda usou de dissimulação, pois teria convidado a vítima para fazer sexo e, de posse de uma faca escondida, o golpeou.

Após o assassinato, corpo do advogado foi abandonado às margens de uma estrada nas proximidades da Uniderp Agrárias, enquanto o celular e documentos da vítima foram descartados nas imediações do Lago do Amor.  Fernanda está presa desde o dia 20 de novembro de 2018.

Durante a fase de instrução do processo, ela negou as acusações, afirmando que uma terceira pessoa a teria obrigado a atrair a vítima para o motel. A alegação foi reforçada pela defesa, que defende a tese de que, pela forma como aconteceu a morte, não teria como ser apenas um autor para o crime, além de afirmar que acusada era amiga de Abuchaim e não teria motivos para matá-lo.

Na decisão de pronúncia, juiz considerou que Fernanda foi ouvida três vezes, sendo duas na delegacia e uma em juízo, e apresentou versões diferentes em cada depoimento, tendo inclusive confessado o crime inicialmente. 

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