A classe musical que trabalha nos estabelecimentos mais afetados pelo toque de recolher que entra em vigor nesta quarta-feira (8), não gostou nada da decisão. Em postagem publicada em uma rede social, o músico Gustavo Vargas questiona a gestão municipal.
Ele afirma que a decisão despreza trabalhadores como ele, que precisam dessa fonte de renda para viver. O regime restritivo deve funcionar pelos próximos 12 dias e não abrange o serviço delivery, que continua funcionando até as 23h.
Segundo Gustavo, os músicos “estão ausente de preocupação pública”. Ele ainda argumenta que a classe paga pela liberação de cultos religiosos, aglomerações em centros comerciais e festas sem presença de artistas ou bandas contratadas.
Com o aumento da taxa de internação em UTIs e do número de casos positivos da Covid-19 em Campo Grande, o prefeito Marcos Trad (PSD) foi aconselhado a mudar o início do toque de recolher na capital para as 20h. A principal motivação é o aumento do número de acidentes de trânsito que tem ocorrido durante a noite.
A gestão se defendeu durante o anúncio dizendo que nos últimos cinco dias o número de acidentes de trânsito aumentou a pressão por internações de urgência. Eles pressionam o sistema de saúde que também conta com aumentos de casos da Covid na capital.
“A taxa de ocupação de UTI chegou a 72% e detectou-se que boa parte [dos pacientes] era da vida noturna”, justifica o prefeito em live que anunciou a restrição.