Cidades

COVID-19

Em falta, governo busca remédios para intubação no Rio

Medicamentos como sedativos, anestésicos são usados para pacientes em leitos de UTI

Com o risco de desabastecimento nos hospitais, governo de Mato Grosso do Sul trouxe do Rio de Janeiro grande quantidade do chamado kit intubação, com medicamentos necessários para a intubação e manutenção da ventilação mecânica de pacientes.

No início do mês, o Hospital Regional de Mato Grosso do Sul afirmou que o estoque dos principais grupos de fármacos eram suficientes apenas para 30 dias.

Os medicamentos estão em falta em todo o País, o que gera a dificuldade de compra.

Em live nesta terça-feira (28), o secretário estadual de Saúde, Geraldo Resende, afirmou que, em operação para levar amostras para serem testadas no Rio de Janeiro, aproveitaram a viagem para trazer os medicamentos.  

“Em parceria com a Unimed do Rio, trouxemos medicamento do chamado kit intubação, que estão com dificuldade de aquisição. Os processos licitatórios são finalizados, mas as indústrias, fábricas, os laboratórios não tem os remédios, que estão faltando em todo o País. Trouxemos bastante quantitativo”, disse Rezende, sem especificar a quantidade de remédio disponibilizada. 

O secretário fez ainda um apelo para que profissionais de saúde se juntem na busca pelos fármacos, ao invés de defenderem os remédios que fazem parte do protocolo da prefeitura.  

“Aqueles que se juntam para defender medicamentos que não têm evidência científica, congregue conosco, se juntam a nós, vamos atrás de medicamentos que de fato fazem diferença no tratamento da Covid-19, que são anestésicos, relaxante muscular. Estes sim fazem diferença no tratamento da Covid”, disse.  

Boletim divulgado hoje aponta que o Estado tem 22.443 casos confirmados de coronavírus e 328 mortes. Nas últimas 24 horas, foram registrados 641 novos casos positivos e nove mortes. 

Desabastecimento

Relatório divulgado no fim de junho, do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), mapeou os estoques de medicamentos em unidades de saúde dos estados e apontou situação de desabastecimento de alguns produtos e risco de falta de outros.  

Entre os medicamentos estão sedativos, anestésicos, bloqueadores neuromusculares e substâncias utilizadas na sedação e intubação de pacientes.  

Os remédios são usados em unidades de terapia intensiva (UTIs),one há aumento da demanda desde o início da pandemia, com vários leitos sendo ocupados por pacientes que evoluíram para quadros graves de covid-19. 

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