Dez novos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram ativados, nesta quarta-feira (5), no Hospital Regional de Mato Grosso do Sul, referência no atendimento da Covid-19, aumentando a capacidade de internação de pacientes graves em Campo Grande.
Com a ativação destes novos leitos, em parceria entre a prefeitura e o governo do Estado, Mato Grosso do Sul dispõe, no total, de 285 leitos de UTI, entre ocupados e desocupados.
Dados da Divisão de Monitoramento Hospitalar da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), até ontem, taxa de ocupação de leitos de UTI em Campo Grande estava em 82%, com 51 vagos dos 285 disponíveis.
Conforme o Executivo municipal, no início do ano havia 116 leitos na Capital, mas devido à pandemia, a capacidade mais que dobrou, com abertura de novos e contratualização de leitos na rede pública, privada e filantrópica.
A disponibilidade de leitos de UTI é primordial para atender adequadamente pacientes em estado grave da Covid-19, além de outras doenças ou condições críticas que demandem internação, e evitar o colapso da Saúde.
No Hospital Regional, onde ocupação está acima de 90%, previsão é que mais 10 leitos sejam implementados na próxima semana, além de mais 10 no hospital Adventista do Pênfigo até o fim do mês.
Assessor especial do Ministério da Saúde, Airton Cascavel, esteve em Campo Grande na semana e entregou 40 novos respiradores, que poderão ser utilizados para equipar novos leitos, além de garantir a vinda de mais 20.
A implementação ou como serão utilizados os equipamentos ainda estão sendo estudadas pelas secretarias de Saúde estadual e municipal.
Para conseguir ampliar o número de vagas, além da estrutura, também é necessário que haja profissionais capacitados para o setor, que estão em falta neste momento da Capital. Para aumentar o número de médicos intensivistas, que são 76 em Campo Grande, a prefeitura deverá ir atrás de servidores que estão no interior, segundo o prefeito Marcos Trad (PSD).