Limite de 50% de ocupação da capacidade do cemitério, uso obrigatório de máscaras e dar preferências para visitas em horários de pouco movimento.
Este ano homenagear os que já se foram ficou um pouco mais trabalhoso, mas de acordo com a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) maior parte da população da Capital colaborou com as regras de biossegurança.
Policiais Civis estão fiscalizando as visitas desde o sábado (31) e informou que os três cemitérios municipais receberam em torno de 7.500 pessoas no final de semana. O mais visitado foi o Santo Amaro, com cerca de 4.700 pessoas.
De acordo com a polícia, ainda não há estimativa de quantos visitantes vão comparecer aos cemitérios nesta segunda-feira (2), mas a Sisep estimou que não haverá grandes aglomerações.
“Existe a limitação de gente, mas como o cemitério é um espaço muito amplo e muitas pessoas anteciparam as visitas, acredito não vai ter necessidade de formar filas de espera. Não está vindo todo mundo ao mesmo tempo”, explicou o administrador dos cemitérios municipais pela Sisep, Marcelo Barbosa.
Aferição de temperatura na entrada, disponibilização de álcool em gel e funcionários para orientar o público estão presentes no Santo Amaro, Santo Antônio e Cruzeiro, também conhecido como São Sebastião.
Roseni Silveira, 40 anos, optou por visitar seu pai e sua avó na manhã desta segunda. Ela disse que costumava os visitar várias vezes durante o ano, não só no feriado, prática que foi evitada durante 2020.
“Meu pai está aqui há oito anos, a gente sempre vem visitar, limpar, deixar tudo arrumado. Neste ano que a gente veio pouco, tentamos evitar por causo da Covid. Hoje vim visitar ele [pai de Roseni] e minha avó, que faleceu 32 anos atrás. Agora está um pouco mais tranquilo eu aproveitei para vir ver os dois”, relatou.
Paulo Henrique Lopes, 42, foi homenagear o filho, que morreu há três anos. Ele mora em Batayporã e percorreu 308 quilômetros para rever o túmulo do filho. Nem o luto o impediu de seguir as recomendações de biossegurança.
“Com proteção a gente se sente confortável em vir. Mas sempre com proteção, máscara, álcool gel, com distância, mesmo na casa dos parentes a gente procura manter um segurança. A pandemia deu uma melhorada, mas ainda não dá para baixar a guarda”, ressaltou.
Mais de 150 pessoas estão trabalhando neste feriado que conta com a colaboração da Sisep, Policia Civil, Secretaria Municipal de Saúde, Secretaria Municipal De Governo e Relações Institucionais (Segov), Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) e Solurb.