Mesmo sendo um negócio arriscado por conta da pandemia, alguns brasileiros deixaram o país em busca de melhores condições de vida no exterior.
Independentemente da época, é preciso tomar alguns cuidados para que o sonho não se transforme em pesadelo. Tudo deve ser feito legalmente.
Vinícus Pace Berton, diretor de uma agência de intercâmbios campo-grandense, disse ao Correio do Estado que atualmente são poucos os países que permitem entrada de estrangeiros.
“Alguns países, como Canadá e Emirados Árabes, ainda estão deixando entrar com vistos de estudante com algumas restrições”, afirmou ao Correio do Estado.
Essa informação pode ser frustrante para quem desejava morar nos destinos preferidos dos brasileiros, que além do Canadá inclui Estados Unidos e Irlanda.
Porém, é uma questão de tempo até as coisas se ajeitarem e até lá a dica é planejar a partida.
COMO ESCOLHER PARA QUAL PAÍS IR?
Depende do tipo de programa que a pessoa procura, diz Berton. Alguns países permitem que o estudante trabalhe legalmente.
“É o caso da Irlanda, com curso de inglês de 25 semanas, no mínimo; Austrália e Nova Zelândia (com curso de inglês de 25 semanas no mínimo), Espanha (com curso de espanhol de 26 semanas no mínimo), Dubai (com curso de inglês de 12 semanas) e o Canadá (com curso técnico de seis meses)”, explica.
PRECISO DE VISTO?
Cada país tem suas regras e tipos diferentes de autorizações para estrangeiros dependendo da finalidade da estadia.
Alguns têm esquema de pontuação para estrangeiros aplicarem para permanência como residente ou até mesmo para dupla cidadania.
“Exemplos de países que não exigem visto com estadia de até 90 dias são os pertencentes à União Européia, África do Sul, México, Emirados Árabes. Já a Inglaterra e Escócia não exigem visto com estadia de até 180 dias”, pontua.
SE INTENÇÃO É TRABALHAR, PRECISO DEIXAR O PAÍS COM EMPREGO CERTO?
Alguns programas de intercâmbio, como o trabalho de férias e o aupair (para trabalhar de babá nos Estados Unidos), já permitem que o estudante saia do Brasil com emprego certo.
“Outros programas que vinculam estudo com trabalho, por exemplo, na Irlanda, Canadá, Austrália, Emirados Árabes e Nova Zelândia, o próprio estudante que consegue o seu emprego, com suporte local das escolas para ofertas de trabalho, elaboração de currículo”, pontua.
POSSO APRENDER A LÍNGUA NATIVA ‘NA MARRA’?
Embora seja perfeitamente possível, a prática não é aconselhada. É preciso um nível mínimo de conhecimento do viajante.
“Porém, se você quer sair da sua zona de conforto e arriscar viajar sem nível nenhum do idioma, pode fazer isso sim”, completa Vinícius.
DECISÃO DEVE SER COLOCADA NA BALANÇA
Embora seja possível, a migração para o exterior deve levar em conta fatores relacionados à própria pandemia, já que ela forçou até o fechamento de algumas embaixadas e suspensão dos processos.
Além disso, é preciso cumprir todos os protocolos para viajar legalmente. Existem muitas pessoas que acabam vivendo clandestinamente em outras localidades, algumas não têm tanta sorte. É por isso que não é aconselhável arriscar.
Por fim, existe o fator afetivo em deixar os parentes, às vezes esposa e filhos. Se a intenção é proporcionar um futuro melhor, talvez valha a pena.