O Pronto-Socorro do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (HUMAP-MS) está operando com 26 pacientes além de sua capacidade, equivalente a 236,84% de ocupação. Ao todo, são 19 leitos na unidade, que atende 45 pacientes atualmente.
A área vermelha do Pronto-Socorro, responsável por pacientes em estado grave possui 6 leitos, mas atende 13 pacientes (216,6%). O hospital fechou parcialmente a ala na segunda-feira (1º) por causa da superlotação, quando estava com 100% de ocupação.
A área amarela, com 5 leitos, está em níveis melhores, com 7 pacientes (140%). A área verde, com pacientes fora do estado crítico, está superlotada. Com 4 leitos disponíveis, atende 21 pacientes (525%). A unidade de AVC está com 100% de ocupação, com 4 pacientes para 4 leitos.
Últimas notícias
A assessoria do HU informou que para conseguir atender os pacientes sobressalentes da área vermelha pegaram leitos emprestados de outros setores. A equipe continua a mesma, precisando se desdobrar para atender o dobro de enfermos ao mesmo tempo.
A unidade só está atendendo pacientes enviados com vaga zero (urgência máxima) pela regulação da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), responsável por distribuir os pacientes. Mesmo lotados, o hospital é obrigado a aceitar.
A Sesau informou que controla o fluxo de pacientes, e só envia quando há necessidade máxima de atendimento hospitalar. De acordo com a assessoria, esse envio excedente provavelmente acontece porque outros hospitais também estão lotados, ou ainda, porque existem casos que o HU é referência, como aneurismas e emergência cardíaca.
O Pronto-Socorro é responsável por atender emergências como infarto, fraturas causadas por acidentes, e até mesmo gripes.
Santa Casa
Em janeiro, a Santa Casa de Campo Grande também atingiu níveis críticos de ocupação no Pronto-Socorro. A taxa de ocupação dos leitos de UTI estava em 130%, seis salas cirúrgicas foram interditadas para abrigar os pacientes que compunham os 30% excedentes das vagas.
Esses pacientes estavam em estado grave, e precisaram esperar, sedados e intubados, a disponibilidade de leito de terapia intensiva. A equipe precisou ainda atender 10 enfermos por ventilação manual (ambú), por cerca de 10 horas.