A prefeitura de Campo Grande não informou dados sobre o número de infecção dentro das escolas particulares da Capital. De acordo a assessoria, a informação é sigilosa, pois se referem a prontuário e estado de saúde, e o acesso é permitido apenas para o setor de epidemiologia.
Ao Correio do Estado, a presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino de Mato Grosso do Sul, Glória Paim Barcellos, disse que todas as instituições precisam encaminhar um relatório à vigilância, informando o número de infectados pela Covid-19 dentro das instituições.
“Temos seguido as orientações da prefeitura e todo caso de infecção pela doença nas escolas deve ser informados. As escolas repassam o número de infectados para a vigilância”, afirmou.
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Ainda no ano passado esses dados eram repassados. Em novembro de 2020 o Correio do Estado publicou uma reportagem noticiando seis casos de Covid-19 em escolas particulares da Capital.
Na época, quando o caso de infecção ocorreu no Colégio Nota 10, a Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) afirmou que todas as escolas têm a obrigatoriedade de notificar a secretaria caso haja algum resultado positivo de alunos ou profissionais do local.
AULAS PRESENCIAIS
As medidas restritivas para conter o avanço da contaminação pela Covid-19 anunciadas pelo governo do Estado no dia 10 de março, não contemplam as aulas presenciais da rede privada de ensino em Campo Grande.
Apesar dos recentes casos positivos em professores e alunos que frequentam aulas em sedes das instituições e do pior momento já registrado desde o início da pandemia, as aulas presenciais continuarão na Capital.
Em contrapartida, nas escolas da rede municipal e estadual de ensino, as aulas continuam apenas de forma remotas, decisão reforçada no decreto publicado no dia 10.
No dia 10 de março a prefeitura encaminhou uma nota ao Correio do Estado afirmando que as medidas estão sendo tomadas para conter o vírus e suas variantes, mas que não há intenção de restringir as aulas presenciais.