De acordo com o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS), devem ser ativados mais 44 leitos clínicos e 10 leitos de UTI na Capital até dia 5 de abril, para tratamento de pacientes com Covid-19.
O compromisso foi firmado na quinta-feira (25), em audiência de conciliação realizado por videoconferência, pela 1ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande. A ação foi proposta pelo Ministério Público Estadual em face dos executivos municipal e estadual.
O Procurador Geral de Campo Grande, Alexandre Avalo explicou que além da ampliação de leitos, também foram tratados assuntos como processo seletivo para contratação de novos profissionais da saúde e aquisição de insumos e medicamentos.
"Na verdade nós fazemos esse monitoramento diariamente. As medidas mudam todos os dias, as 10h pode ter 10 pessoas esperando leitos, mas na parte da tarde já conseguem ser remanejadas", disse.
Outras duas conciliações já foram conduzidas neste mês de março pelo juiz titular da vara, Ariovaldo Nantes Corrêa.
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De acordo com o boletim epidemiológico a macrorregião da Capital está com 113% dos leitos globais ocupados. Foram 31 mortes só em Campo Grande nas últimas 24 horas, e 70 em todo o Estado.
Ao todo, são 1.144 internados em Mato Grosso do Sul, que contabiliza 208.495 casos confirmados e 4.045 mortes.
Ontem (25), os hospitais Santa Casa, Cassems e El Kadri se reuniram para alertar a população sobre a iminente falta de medicamento para atender pacientes com complicações da Covid-19.
Conforme nota divulgada pelas unidades, a situação se arrasta há dias sem evolução. “O medicamentos estão em falta no mercado, em especial necessários para a intubação, manutenção da sedação, analgesia e relaxamento neuromuscular, imperiosos para ventilação mecânica de pacientes acometidos pela Covid-19”.
A nota denuncia que apesar da atualização dos estoques, enviadas cotidianamente às autoridades, nenhuma solução é apresentada a curto prazo.
“Preços absurdamente superiores aos praticados até então vêm sendo impostos nas cotações e, mesmo assim, os fornecedores não se comprometem com a entrega dos produtos, causando uma situação de pânico entre os profissionais da saúde, que já vislumbram um cenário caótico para os próximos dias”, descrevem.