A frota de veículos entre motocicletas e carros em Campo Grande vem crescendo mais do que a população nos últimos anos. Ao todo, 607.984 veículos circulam nas vias da capital. Um cruzamento entre dados da estimativa populacional e o número de veículos registrados pelo Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) aponta que a cidade apresenta em média um veículo para cada dois habitantes.
De acordo com a chefe da Divisão de Educação para o Trânsito da Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran), Ivanise Rotta, o número de veículos motores em Campo Grande deve-se ao incentivo do consumo e à aquisição de carros e motos.
“Nossa cultura é de estímulo aos veículos automotores, então isso leva a população a querer ter seu carro ou moto própria, e isso influencia no travamento da fluidez de algumas vias de circulação da cidade”.
Devido ao crescimento da frota, alguns pontos da cidade concentram os maiores fluxos nos horários de pico e passaram por intervenções para destravar o trânsito. Ivanise Rotta explica que existe um veículo para cada dois habitantes em Campo Grande, para ela esse é um número expressivo e que influencia no trânsito.
"São muitos veículos circulando pelas vias, se pararmos para analisar, em Campo Grande ainda temos pontos de lentidão, devido o espaço das vias serem amplos, mas se continuar nessa demanda, daqui alguns dias, cada pessoa terá um carro".
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Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), mais da metade das mortes no trânsito ocorrem entre pedestres, ciclistas e motociclistas, que são usuários vulneráveis das vias. Ivanise Rotta afirma que esse problema acontece devido ao excesso de velocidade dos veículos.
"O maior problema do trânsito aqui é a velocidade, as pessoas morrem no trânsito por estarem acima da velocidade permitida, se o limite de velocidade da via é 50 km por hora, o motorista tem que andar nesse limite, se a via aponta essa velocidade é para a segurança de todos”.
Campo Grande em duas rodas
Com a pandemia, as vendas de bicicletas em todo país mais que dobraram, conforme um levantamento realizado pela Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), a venda de bicicletas cresceu 53% no ano passado.
A bicicleta se tornou uma opção de lazer, transporte, para aqueles que querem evitar o risco de contaminação e aglomeração em ônibus coletivos e otimização de tempo para população.