A pandemia no coronavírus têm impactado diretamente o orçamento de micro e pequenas empresárias. Com o avanço da doença e medidas de restrições, os empreendedores precisam se reinventar para lidar com a crise.
Segundo pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Mato Grosso do Sul (Abrasel/MS), 85% das empresas do segmento não conseguiram pagar integralmente as folhas salariais em abril.
“A pandemia causou vários impactos no orçamento, atraso de folha de pagamento, redução de salário, dispensa de funcionários, entre outros fatores que impactam no orçamento dos empresários, as pequenas empresas vivem um momento delicado”, destacou o presidente da Abrasel-MS, Juliano Wertheimer.
Recentemente a Abrasel reivindicou ao Governo do Estado a isenção de impostos, como o ICMS e IPVA, pelo período de 12 meses.
O objetivo é contemplar os 6.746 bares, restaurantes e estabelecimentos comerciais que tiveram impacto com a crise da pandemia da Covid-19.
“Temos que buscar alternativas para reparação, precisamos de linhas de crédito, isenção de impostos e ajuda para continuar mantendo os empregos e lidando com reajustes. As medidas de restrição e toque de recolher, influencia muito nas pequenas empresas, tivemos uma perda salarial do trabalhador, diversas micro empresas fecharam suas portas”, destacou ao Correio do Estado.
Recentemente o Ministério da Economia anunciou que pretende destinar até R$ 15 bilhões para ajudar micro e pequenas empresas afetadas pela retomada da pandemia de Covid-19.
Como alternativa para aliviar a crise, o Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe) foi criado em maio do ano passado pelo governo federal, com o objetivo de ajudar financeiramente os pequenos negócios e, ao mesmo tempo, manter empregos durante a pandemia da Covid-19.
Segundo o Ministério da Economia, o programa disponibilizou mais de R$ 37 bilhões em financiamentos para quase 520 mil micro e pequenos empreendedores no ano passado.
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O economista Marcos Rezende aponta que devido ao agravamento da pandemia e perda de renda por parte da população, todo benefício é bem-vindo, visando aliviar os impactos da crise.
“Ainda não estamos nem perto de voltar a normalidade, com o agravamento da pandemia e a demora na vacinação impacta diretamente na economia e nos negócios, a extensão de prazos e linhas de crédito são fundamentais para não termos uma situação ainda mais delicada”, destacou.
SUSPENSÃO
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) autorizou uma nova rodada de suspensão no pagamento de empréstimos realizados por micro e pequenas empresas. A decisão foi tomada devido ao agravamento da pandemia de Covid-19 em todo país.
O BNDES estima que mais de 100 mil empresas possam ter pagamentos suspensos, em valor potencial de R$ 2,9 bilhões. A medida tem como objetivo aliviar o caixa das micro e pequenas empresas durante a pandemia.
Além de renovar a medida implementada ano passado, o banco permitirá que os empréstimos corrigidos pela Taxa de Longo Prazo (TLP) tenham prazo de quitação prorrogado por 18 meses.
Assim como no ano passado, as empresas interessadas devem negociar a suspensão ou a prorrogação com o banco credenciado junto ao BNDES por meio do qual contrataram o empréstimo. Os pedidos para aderir à nova rodada já podem ser feitos, referentes a pagamentos devidos de maio a outubro.
O especialista destaca que é necessário atenção, visto que, os juros continuam a contar no período da pausa, de maneira que o saldo devedor aumenta.