Levantamento do Instituto de Pesquisa Resultado feito em parceria com o Correio do Estado mostra que 77% dos moradores de Campo Grande já tiveram alguém próximo ou conhecem alguém que tenha morrido de Covid-19 ou tenha sido internado em estado grave por causa da infecção pelo coronavírus.
A pesquisa foi feita na semana passada, nos dias 26 e 27 de abril, com 300 entrevistados, na Capital do Estado. Os pesquisadores do IPR fizeram a seguinte pergunta: “Alguém próximo a você morreu ou ficou internado em estado grave em decorrência da Covid-19?”
A maioria da população (54%) se enquadrou na pergunta e respondeu que sim. Um outro grupo, de 23%, relativizou a pegunta e respondeu que apenas conhecidos morreram ou ficaram internados por causa da Covid-19.
Para 23% dos moradores de Campo Grande, porém, os efeitos trágicos da Covid-19 passaram longe. Eles não conhecem ninguém que tenha morrido ou ficado internado por causa da doença.
A margem de erro do levantamento é de 6%, e o nível de confiança (a probabilidade de os fatos retratarem a realidade) é de 95%.
Até agora, Campo Grande, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) estima ter 906.092 habitantes, teve 95.226 infecções confirmadas desde o início da pandemia, pouco mais de 10% da população.
A Capital teve 2.487 mortes por Covid-19, número que equivale 42,8% dos registros em Mato Grosso do Sul desde o início da pandemia.
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VACINA
O IPR Correio do Estado também ouviu os moradores sobre a intenção de tomar a vacina. Entre os que ainda não foram vacinados, 79,66% disseram que não têm medo e pretendem ser imunizados contra a Covid-19. Outros 9,04% querem ser vacinados, mesmo tenho medo dos imunizantes.
Há ainda 6,78% da população que diz não ter medo, mas que, ainda assim, não tomará a vacina. Outros 2,26% têm medo e não tomarão a vacina, enquanto 2,26% não quiseram ou não souberam responder.
GESTÃO
A pesquisa também relacionou o que a população espera de gestores e políticos nesta pandemia.
Na Capital, 59,33% dos eleitores disseram que a busca pela vacina não influenciará em seu voto nas eleições de 2022, enquanto outros 39% afirmaram que, sim, a busca pela vacina vai influenciar em suas decisões.
Os que responderam talvez são 3,33%, e os que não quiseram ou não souberam responder são 2,33%.
“Trata-se de um número expressivo, porque o candidato que negar a importância da vacina perde 39% do eleitorado logo de cara”, comenta Aruaque Fresato Barbosa, diretor do IPR.
Quanto a atuação dos gestores, 60,67% dos eleitores disseram que deixariam de votar em algum candidato por causa da forma que ele atuou na pandemia, enquanto outros 32,33% não deixariam de votar. Outros 4% foram indiferentes e 3% preferiram não responder a pergunta.